O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que dificilmente será alterada a meta do governo no Projeto Piloto de Investimentos (PPI), por conta da revisão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "O volume de investimentos deverá ser o mesmo que nós projetamos, de aproximadamente R$ 12 bilhões, este ano. É bom lembrar ainda que temos entre R$ 3,5 bilhões e R$ 3,8 bilhões dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e que serão tratados da mesma forma que o PPI. Ou seja, sem contingenciamento", afirmou.

Paulo Bernardo confirmou que o governo terá que reavaliar a meta do superávit primário, diante da revisão da taxa de crescimento do País. Ele evitou, no entanto, antecipar qual seria a nova meta, justificando que essa não é uma decisão que se pode tomar isoladamente. "Com essa nova dimensão da economia brasileira, isso significa que mudou o porcentual da nossa dívida em relação ao PIB e também o porcentual da carga tributária. Por isso, evidentemente, acho que também essa coisa do superávit primário, teremos que fazer uma avaliação. Mas vamos ter que sentar com a equipe econômica, e sobretudo com o presidente Lula, porque essa não é uma resolução que se toma isoladamente", disse. A revisão da meta do superávit primário já tinha sido admitida ontem pelo ministro d Fazenda, Guido Mantega.

O ministro do Planejamento informou que ainda hoje deverá se reunir com Mantega e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para começar o debate sobre a execução das ações do PAC. Nesse encontro, segundo Bernardo, "certamente poderemos começar a trocar idéias" sobre as revisões que precisarão ser feitas, depois da mudança do cálculo do PIB.