O prédio público que ficou durante quase 20 anos abandonado no Centro Cívico, em Curitiba, vai ser inaugurado em fevereiro. O anúncio foi feito pelo governador Roberto Requião ao visitar a obra executada em sua administração. A visita ocorreu logo depois de Requião tomar posse na Assembléia Legislativa. ?Este prédio não simboliza mais só o fim do desperdício. Hoje, é o símbolo de um governo que se especializou em desatar nós?, afirmou.

O término da obra recebeu investimentos de R$ 29,5 milhões do governo do Estado. O novo prédio vai ser a sede provisória do governo do Paraná enquanto estiverem sendo realizadas as obras de reforma do Palácio Iguaçu e também vai receber as Secretarias da Administração e do Planejamento, hoje localizadas distantes do Centro Cívico.

Para o secretário de Obras Públicas, Luiz Caron, o término do prédio, que já foi símbolo do desperdício de dinheiro público, apaga uma marca de negligência do passado. ?Considero essa obra como um emblema do governo Roberto Requião, que está fazendo a recomposição patrimonial e institucional do Estado?, afirmou.

A primeira fase da remodelação do prédio, que originalmente abrigaria o Fórum, começou com o desmonte dos quatro pavimentos superiores, em agosto de 2004. Essa etapa foi concluída em maio de 2005. Na segunda fase da obra, foram feitos o reforço estrutural, com adição de pilares e vigas, e a implementação do novo projeto arquitetônico, que redefiniu o aproveitamento dos espaços e incluiu o uso de materiais modernos, como placas de alumínio, vidro e granito.

História

O Centro Cívico começou a ser construído pelo governador Bento Munhoz da Rocha Neto, a partir de um projeto do arquiteto Xavier Azambuja, e foi inaugurado em 1953, ano em que o Paraná comemorou seu centenário de emancipação política.

O complexo é composto de um conjunto de edifícios, onde estão localizados os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Paraná, com o Palácio Iguaçu, a Assembléia Legislativa, o Edifício Humberto de Alencar Castelo Branco e dois blocos formados pelos edifícios Caetano Munhoz e Affonso Alves.

Também fazem parte do conjunto o Tribunal de Contas, o Tribunal do Júri, o Fórum de Curitiba e a Prefeitura Municipal , além da praça Nossa Senhora da Salete, com 52 mil metros quadrados, projetada pelo paisagista Burle Max.