O administrador e economista Rubens Ghilardi tomou posse nesta terça-feira como presidente da Copel com o compromisso de dar prosseguimento ao plano de obras, renegociação de contratos e programas sociais executados pela empresa. "São iniciativas vitoriosas, orientadas pelo governador Roberto Requião com o objetivo de fortalecer a empresa e aproximá-la cada vez mais da população, oferecendo-lhe o melhor serviço de energia elétrica do país, pelo menor preço possível", declarou.

Entre as medidas que serão mantidas está o desconto nas tarifas para quem paga em dia a conta de luz, em vigor há mais de um ano e meio e que premia a pontualidade com uma redução de 8,2% no valor a pagar. "Essa política já significou a manutenção em poder do cidadão de quase R$ 1 bilhão até agora", informou o novo presidente. "Com energia mais barata, a economia ganha impulso para criar e manter empregos, gerar renda, melhorar as condições de vida e valorizar a cidadania".

O ex-presidente da empresa, Paulo Pimentel, esteve presente à reunião e, ao transmitir o cargo a seu sucessor, voltou a enaltecer o empenho do governador Roberto Requião para evitar que a concessionária quebrasse. "Não fosse a coragem de Requião suspendendo pagamentos e questionando a legitimidade de contratos e parcerias, a maior empresa do Paraná não teria completado meio século de existência", enfatizou.

Termelétrica

Rubens Ghilardi também manifestou otimismo diante da expectativa de solucionar, por meio do diálogo, o impasse com a UEG Araucária, envolvendo os contratos para a compra de energia da termelétrica. "Houve um grande avanço nessa direção, em conseqüência das conversações comandadas pelo governador Requião com a ministra Dilma Rousseff, de Minas e Energia, e das quais participou o ex-presidente Paulo Pimentel", explicou. "O diálogo está bem encaminhado, existe uma comissão integrada por pessoas da Copel, da El Paso e da Petrobrás, avaliando a viabilidade de um acordo e esperamos ter até o fim deste mês indicação mais concreta sobre a existência de um ponto de convergência".

Quanto aos investimentos da Copel, Ghilardi reafirmou a necessidade de concretizar o programa de R$ 490 milhões previsto para este ano e que visa reforçar, principalmente, as instalações dos sistemas de transmissão e de distribuição de energia, justamente as que refletem de forma direta na qualidade dos serviços prestados ao consumidor. "Estamos reconstruindo um sistema que ficou abandonado por muito tempo, na época em que pretendiam privatizar a empresa", declarou o novo presidente. "Com linhas de transmissão, subestações e redes de distribuição sem manutenção, não há como ter garantias de qualidade no atendimento", completou.

Novos diretores

Rubens Ghilardi, curitibano de 64 anos, foi eleito pelo Conselho de Administração da Copel e empossado pelo presidente do colegiado, João Bonifácio Cabral Júnior, logo após ter sido acatada a renúncia do presidente anterior, Paulo Pimentel, que vinha comandando a empresa desde janeiro de 2003. A mesma reunião elegeu e empossou o engenheiro Luiz Antônio Rossafa, como diretor de Gestão Corporativa, e o economista Ronald Thadeu Ravedutti, como diretor de Distribuição.

Com uma carreira de 28 anos na Copel, Rubens Ghilardi ocupou o cargo de diretor econômico-financeiro da Companhia entre 1987 e 1993. Nos dez anos seguintes, prestou serviços à Escelsa, empresa de eletricidade do Espírito Santo, Itaipu Binacional e Fibra ? Fundação Itaipu, até que, em maio de 2003, retornou à Copel para assumir a diretoria de Distribuição. A partir de 21 de setembro de 2004, passou a exercer cumulativamente as diretorias de Finanças e Relações com Investidores.

Na diretoria de Distribuição assume o economista Ronald Thadeu Ravedutti, que vinha exercendo a diretoria de Gestão Corporativa. Ravedutti ingressou na Copel em 1971 e foi diretor Econômico-Financeiro em 1994 e de Finanças e Relações com Investidores de janeiro de 2003 a setembro de 2004.

Como diretor de Gestão Corporativa foi eleito e empossado o engenheiro Luiz Antônio Rossafa, que já integrava o Conselho de Administração da Companhia desde o início da atual gestão. O novo diretor cumpre seu segundo mandato como presidente do Crea/PR ? Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná.

Pimentel

Paulo Pimentel disse que acredita estar deixando "uma empresa melhor" para o sucessor Rubens Ghilardi. "Tive o apoio do governador e contei com os entusiasmados empregados da Copel, que merecem todo o reconhecimento", afirmou Pimentel. "Juntos conseguimos reverter o maior prejuízo da empresa na sua história, de R$ 320 milhões em 2002, recolocar a Companhia nos trilhos e, paralelamente aos grandes programas sociais do atual Governo, torná-la novamente lucrativa", avaliou.

Pimentel pediu para deixar a presidência da Copel para se dedicar integralmente a suas empresas, mas assegurou que não irá se distanciar do governador Requião. "Trata-se de um grande companheiro e amigo a quem continuarei sendo leal e a devotar todo o apreço", afirmou. Seu último ato como presidente da Copel foi reinaugurar a galeria dos ex-presidentes da estatal, espaço onde estão as fotografias dos dirigentes que já comandaram a empresa em 50 anos de história.