O novo valor do salário mínimo, a partir de 1.º de maio, será de R$ 260,00. O anúncio acaba de ser feito pelo ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, no Palácio do Planalto. O ministro também anunciou o reajuste do salário família para R$ 20,00, para os que ganham salário mínimo. Às 17 horas, o ministro Berzoini, acompanhado dos ministros Guido Mantega (Planejamanto), Amir Lando (Previdência), vão dar detalhes sobre o reajuste em entrevista no Ministério do Planejamento.

O novo valor do salário mínimo representa um aumento de 8,3% sobre o valor atual, que é de R$ 240. A decisão do reajuste de R$ 20 foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de várias reuniões com ministros, nos últimos dias, para discutir o impacto do aumento nas contas do governo. O presidente manteve a promessa, e reajustou o mínimo acima da inflação dos últimos meses, calculada em 5,89%.

Além de aumentar o salário mínimo, o governo também decidiu reajustar o salário família – que vai passar de R$ 13,48 para R$ 20 por filho de trabalhador que receba o salário mínimo. O salário família vai cair de acordo com o rendimento do trabalhador, mas os detalhes sobre a nova forma de pagamento do benefício serão anunciados pelos ministros Ricardo Berzoini (Trabalho), Guido Mantega (Planejamento) e Amir Lando (Previdência), em entrevista marcada para o fim da tarde de hoje.

A decisão final sobre o mínimo foi tomada pelo presidente Lula e oito ministros que, desde a semana passada, promoveram seis reuniões até definirem o novo valor. Oito ministros participaram das negociações diretamente: José Dirceu (Casa Civil), Antônio Paloccci (Fazenda), Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação), Aldo Rebelo (Coordenação Política) e Luiz Dulci (Secretaria Geral), além de Mantega, Berzoini e Amir Lando. Os líderes do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), e na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), também participaram das negociações.

As entidades representativas de trabalhadores, como a CUT, defendiam um reajuste maior do salário mínimo. Ontem, o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Luiz Marinho, disse que o presidente deveria “aumentar o mínimo no máximo”. Já o setor empresarial torcia por um reajuste até R$ 260, para evitar impactos na economia que pudessem provocar aumento da taxa de juros.