O número de doadores de medula óssea aumentou desde 2003, quando o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome) tinha 45 mil doadores cadastrados. Em julho deste ano, foi alcançada a marca de 152 mil doadores. A informação é do diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Fernando Bouzas.

O Centro fez uma pesquisa, entre março e julho de 2005, para identificar o perfil dos doadores brasileiros voluntários. O resultado indicou que a maioria está nas regiões Sul (42%) e Sudeste (53%), tem entre 18 e 45 anos (quase 90%), é mulher (52%) e se diz da cor branca (79,5%). "Esse é um dado preliminar e vai ser trabalhado para que, a partir daí, possamos utilizá-lo como estratégia de campanha para o crescimento do registro brasileiro", disse o diretor.

Os números foram apresentados, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, durante a abertura do 1º Seminário Internacional sobre Registro de Doadores Voluntários para Transplante de Células Tronco Hematopoéticas (decorrentes do sangue), no Instituto Nacional do Câncer.

Para Bouzas, a concentração de doadores no Sul e Sudeste está relacionada ao maior número de habitantes nas regiões, além da oferta de informações, o que também explica, segundo ele, a faixa etária. "Nós temos que fazer campanhas também para atingir outros nichos da população. A gente vai utilizar como base o estudo que foi feito", disse.

"Tem que haver uma programação bem estruturada. Várias campanhas vêm sendo feitas desde o ano passado e, por isso, tivemos o aumento no número de doadores. Então vamos continuar com essa estratégia com materiais didáticos".

Bouzas afirmou que o cadastro de doadores começou a ser feito em 1993 pela Fundação Pró-Sangue de São Paulo, mas em 1998, por determinação do Ministério da Saúde, o Inca tornou-se o responsável pelo levantamento nacional.