Apesar da crise na Varig, a quantidade de passageiros vindos do exterior que desembarcaram no Brasil no primeiro semestre deste ano apresentou ligeiro crescimento, de 1,6%, passando de 3,363 milhões entre janeiro e junho de 2005 para 3,417 milhões na primeira metade deste ano, segundo dados divulgados hoje pela Embratur.

Em entrevista coletiva à imprensa, na qual fez um balanço do perfil do turista estrangeiro no Brasil, o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, disse que a Varig deixou de oferecer cerca de 266 mil assentos em vôos internacionais na primeira metade deste ano. Essa perda, porém, acabou sendo compensada por novos vôos abertos por outras companhias, nacionais e estrangeiras.

O ministro ressaltou que, apesar do pequeno crescimento no número de turistas que chegaram ao Brasil no semestre, a entrada de divisas no País proporcionada por esses visitantes teve um crescimento significativo, de 17,5%, passando de US$ 1,868 bilhão na primeira metade de 2005 para US$ 2,195 entre janeiro e junho deste ano.

O diretor de Estudos e Pesquisas da Embratur, José Francisco Lopes, disse que esse aumento de receita ocorreu não só porque os turistas estão elevando seu padrão de gastos no País, mas também pelo fato de o real ter se valorizado perante o dólar, o que faz com que os gastos dos visitantes na moeda americana aumentem naturalmente.

"Estamos satisfeitos, pois, independentemente de não estar crescendo o número de turistas como seria possível, não fosse a questão da Varig, temos a felicidade de aumentar a entrada de divisas", disse Mares Guia. O ministro mostrou-se otimista com o futuro da empresa aérea, depois que ela foi comprada pelos controladores de sua ex-subsidiária VarigLog. "Esperamos que, no curto prazo, a Varig se recomponha. Essa é a expectativa", disse.