Ao discursar na abertura da 39ª Convenção Nacional de Supermercados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que aceita com naturalidade as manifestações contra seu governo.

"Acho que é importante a gente estar sempre cobrando, porque a vida tem que ser uma cobrança eterna. Aliás, ninguém cobrou mais no Brasil do que eu. Por isso, nunca reclamarei quando alguém me cobrar", afirmou Lula.

"Passeata contra o governo, qualquer manifestação, como eu já fiz todas a que eu tinha direito, eu aceito que façam todas contra mim também, sem ficar de cara feia", acrescentou. Nesta terça-feira, a Força Sindical e a seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) promovem manifestação em São Paulo contra a corrupção no governo.

Lula afirmou que os críticos do governo não podem deixar de reconhecer os avanços na economia. "Agora, não podem deixar de reconhecer que o Brasil vive um momento excepcional na sua economia. Talvez não seja tudo aquilo que a gente quer, mas é o máximo que a gente já teve nos últimos anos".

O presidente reafirmou que a política econômica não sofrerá mudanças radicais por causa da crise política. "Se alguém achou que poderia criar conflito político, exagerar mais ou menos, achando que ia acertar a economia e que o país ia sair do trilho, caiu do cavalo porque a economia está cada vez mais sólida e nós não vamos permitir que a crise política atrapalhe o sonho deste país de se transformar numa grande nação", concluiu Lula.