Carl de Souza/AFP

O atacante holandês Arjen Robben, autor de um gol na vitória por 2-1 sobre a Eslovaquia, era a felicidade em pessoa nesta segunda-feira pela classificação às quartas, mas faz uma ressalva: “O jogo perfeito da Holanda ainda está por chegar”.

“Foi uma partida difícil, ainda não foi perfeita”, lamentou o atacante do Bayern de Munique, já de olho no jogo das quartas. “Às vezes estávamos um pouco distraídos, mas conseguimos a classificação”, acrescenta, para em seguida elogiar o espírito de equipe da Laranja Mecânica.

Tanto pelo gol como por essa ser a primeira partida como titular desde a distensão muscular na coxa esquerda, Robben vive um dia especial.

“Foi fantástico fazer um gol na frente dos meus pais e da minha mulher”, diz, eufórico. “Fazer um gol como esse logo depois da lesão é importante para a minha autoestima”, explica.

Robben garante que esta formação tem todas as condições de acabar com a maldição que pesa sobre a seleção holandesa, que sempre chega como uma das grandes favoritas e sai pela porta dos fundos.

“Conseguimos ganhar, cumprir nossa missão. Agora podemos ficar tranquilos e ver a partida (Brasil-Chile). Antes se dizia que a Holanda jogava bem mas não ganhava nunca. Somos conscientes de que era realmente assim e queremos mudar isso”, admite.

“Em 2006 (Copa) e 2008 (Eurocopa) passamos por grupos difíceis, mas nos eliminaram logo depois”, lamenta.

Apesar da série de quatro vitórias, Robben admite que a Holanda pode não ter feito até agora o melhor futebol, apesar de ter sido “eficaz”. “Não foi talvez nosso o melhor, porque ainda está para chegar”, insiste.

Robben foi, contra a Eslováquia, titular pela primeira vez nesta Copa, já que não jogou nessa condição em nenhum dos três jogos da fase inicial por causa de uma distensão que sofrera em um amistoso contra a Hungria ainda em Amsterdã. O atleta chegou depois da delegação, já que teve que se submeter a um trabalho intensivo de recuperação.