O presidente George W. Bush anunciou no final da semana a intenção de lançar um pacote fiscal de US$ 145 bilhões, para evitar que a economia norte-americana descambe de vez para a recessão.

A base do pacote está na restituição do imposto de renda às pessoas físicas, e incentivos fiscais para as empresas. De acordo com a fórmula proposta pelos assessores econômicos da Casa Branca, as medidas seriam uma espécie de energizante para manter saudável uma economia que tem influência mundial.

O pacote representa uma renúncia fiscal equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e deverá fazer efeito imediato na economia, embora esteja planejado para ser temporário. A reação do mercado ao discurso não foi das melhores, porquanto houve queda nos índices Dow Jones, Nasdaq e S&P, principais termômetros da economia norte-americana, com reflexos imediatos em bolsas de valores de outros países, como a Bovespa.

A dúvida dos analistas é a demora para o recebimento dos cheques de restituição do imposto de renda pelos contribuintes, pois apenas a negociação do plano econômico no Congresso pode levar de 30 a 45 dias. Além disso, o fisco está processando as declarações de 2007 e somente poderia fazer a restituição em junho.

Diante disso, muitos temem que quando as medidas forem aprovadas terá passado o momento de sua maior necessidade. O clima é de intensa preocupação, mesmo que o presidente tenha feito o impossível para acalmar a opinião pública. Todavia, não há como impedir que o assunto desembarque como prioridade um na campanha presidencial.