O governo da Áustria decidiu proibir o óleo de canola geneticamente modificado, aumentando para doze o número de países europeus que baniram produtos ou cultivos de transgênicos. A decisão do governo austríaco segue a recentemente tomada pela Suíça que proibiu por cinco anos o cultivo de transgênicos. A medida da Áustria, banindo óleo de canola GT73, foi fundamentada no risco de contaminação genética e por riscos à saúde humana.

Cresceu para 172 regiões e 4.500 locais na Europa, o número de zonas que se declaram livres de transgênicos.

Riscos

Três novas pesquisas demonstram os efeitos nocivos de transgênicos à saúde humana. O primeiro experimento, conduzido pela cientista Russa Irina Ermakova, mostrou que um expressivo número de 55% dos descendentes de ratos alimentados com soja geneticamente modificadas morreram após três semanas ao seu nascimento, comparado com somente 9% do grupo alimentado com soja convencional.

O segundo estudo, conduzido pela cientista italiana Manuela Malatesta, da Universidade de Pavia e Urbino, da Itália, atestou que ratos alimentados com soja geneticamente modificada tiveram uma lentidão do metabolismo celular e alterações no fígado e pâncreas.

A terceira pesquisa, realizada pela CSIRO, na Austrália, mostrou que a introdução de genes de uma variedade de feijão numa ervilha geneticamente modificada criou uma nova proteína que causou inflamação no tecido do pulmão de um rato. Tão sério foi o dano que a pesquisa foi interrompida e os estoques de ervilhas geneticamente modificadas foram destruídos.