A intensa onda de calor que atinge a Europa já matou 200 pessoas. Na França, país mais afetado, 64 já morreram em meio a um dos verões mais quentes dos últimos anos. As altas temperaturas também estão matando na Califórnia (EUA) e México.

Desde o início do mês, as temperaturas na Europa têm variado entre 35 e 40 graus. Na França, nos últimos 20 dias pelo menos 64 pessoas morreram, em sua maioria idosos. Além delas, oito pessoas – homens entre 40 e 60 anos – morreram em seus locais de trabalho.

Embora a onda de calor deste ano não esteja sendo tão devastadora quanto a de 2003, quando morreram 15 mil pessoas – o serviço de vigilância sanitária está recomendando que as pessoas tomem mais líquidos e não se exponham ao sol. No final de semana as temperaturas no leste do país devem atingir 39 graus. Julho está sendo o mês mais quente dos últimos 50 anos.

Na Itália, o calor e as chuvas de verão causaram a morte de seis pessoas. O setor agrícola deverá sofrer perdas de 500 milhões de euros. Temperaturas de 36,5 graus, como a registrada em Surrey (sul), fazem com que na Grã-Bretanha o problema seja o alto consumo de energia elétrica, pelo uso de condicionadores de ar, e apagões em grandes cidades como Londres.

Califórnia

A Califórnia tem sido castigada por temperaturas de 47 graus, que afetam a região central do Estado. As mortes têm sido crescentes em cidades como Los Angeles – parte delas eram moradores de rua. "O importante é que as famílias protejam seus idosos e crianças pequenas", alertou John Davis, diretor do Departamento de Saúde.

As mortes no Estado mexicano da Baixa Califórnia, desde o início do mês, chegam a 29. Em cidade como Mexicali, a capital do Estado, as temperaturas chegam a 50 graus.

A Organização Mundial de Saúde alerta que, a exposição excessiva aos raios infravermelhos mata 60 mil pessoas por ano.