Até o final da madrugada, a polícia havia registrado 11 ataques a agências bancárias na capital e em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Não há dúvida para os policiais de que todas são fruto da estratégia do PCC (Primeiro Comando da Capital) para desestabilizar a segurança no Estado.

Ficou totalmente destruída a fachada da agência do Itaú na Av. Francisco Morato, em Taboão da Serra. Os criminosos lançaram bomba de fabricação caseira e metralharam todas as vidraças do prédio. Próximo de outra agência do Itaú, na Rua Vicente Pinzon, em Vila olímpia, na zona sul, o porteiro de um prédio viu três homens portando coquetéis molotov. Ao perceber que eram observados, eles disparam em sua direção, mas ele se lançou ao chão e não foi atingido. Em seguida, os criminosos lançaram os coquetéis contra o prédio da agência bancária, que incendiou parcialmente.

Na Rua São João Clímaco, também na zona sul, foram lançados coquetéis molotov em agências do Bradesco e da Caixa Econômica Federal. E na travessa, Rua São Silvério, o ataque foi a uma agência do Banco do Brasil. Próximo ao número 3.000 da Estrada de Itapecerica, na zona sul, foram atacadas outras agências do Itaú e da caixa econômica Federal.

Na Av. Nazaré, 1.500, no bairro do Ipiranga, zona sul, um coquetel molotov foi lançado contra o prédio de uma agência do Unibanco, mas o fogo foi apagado pelo segurança que estava no local. Perto dali, na Rua Bom Pastor, os marginais bombardearam a entrada do Banco do Brasil. Outra agência do mesmo banco, na zona leste, à Av. Campanella, em Cidade A.E.Carvalho, foi metralhada pelo marginais. O 11º ataque aconteceu no bairro de Campo Limpo, onde o alvo foi uma agência do HSBC.