A Polícia Militar deflagrou na tarde desta terça-feira (07) mais uma ação direcionada ao combate ao tráfico de drogas. Desta vez, o alvo foi a região do Largo da Ordem, no centro histórico de Curitiba. Cinco pessoas foram detidas, a maioria que vendia droga nas ruas, principalmente crack e maconha. Também foram encaminhadas para a Fundação de Ação Social, órgão da prefeitura de Curitiba, outras sete pessoas, entre elas cinco adolescentes que compravam droga no momento da abordagem policial.

A tática usada pela Polícia Militar é diferente da utilizada até agora e toma como base o geoprocessamento, ou mapeamento do crime. O efetivo atua de forma concentrada por certo período de tempo na região previamente determinada conforme os índices de ocorrências. Esta operação na modalidade ?relâmpago? segue a determinação do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Nemésio Xavier de França Filho, que, desde o fim de janeiro, quando assumiu a função, avisou que a polícia estaria dia e noite nas ruas para combater o crime.

A operação relâmpago desenvolvida no Largo da Ordem teve duração de cerca de três horas e foi realizada pelo 12.º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento na região central de Curitiba. Mas o Comando do Policiamento da Capital da PM, que cuida da segurança em Curitiba e na Região Metropolitana, já promove ações semelhantes tanto na capital como nos outros 22 municípios de sua área de atuação. ?Como é do conhecimento da comunidade, não estamos medindo esforços para melhorar a segurança?, disse o comandante do CPC, coronel Avelino José Novakoski.

Tráfico

Foram mobilizados 50 policiais militares em 7 viaturas e 11 motos. ?São ações que não têm hora e dia para terminar?, disse o major Douglas Sabatini Dabul, que coordena o setor de planejamento e operações do CPC. ?O combate ao tráfico de drogas é importante, porque é do tráfico que derivam tanto crimes contra o patrimônio como crimes contra a vida?, comentou o major, sobre o tipo de delito cometido pelas pessoas detidas na operação.

Foram detidos Cléverson, 22 anos, e Claudemir, 31, que estavam com buchas de maconha, e Ediane, sem idade confirmada, que vendia crack e Marcelo, 27 anos, por desacato. Conforme relatou o major Dabul, as operações são realizadas não só a partir das informações levantadas pela própria polícia, mas também a partir de denúncias da população. Ele lembrou que uma das formas da pessoa denunciar é utilizar o telefone 181 Narcodenúncia. ?Este telefone é sigiloso, a pessoa não tem a identidade revelada e ela ainda estará ajudando na segurança da própria família?, disse o major.