O ex-general golpista Lino Oviedo, refugiado no Brasil, anunciou na quarta-feira em Foz do Iguaçu, cidade brasileira que faz fronteira com o Paraguai, sua candidatura presidencial às eleições de 2003, apesar de ter sido condenado e de estar sendo processado criminalmente.

Em entrevista à imprensa, o ex-general assegurou que, apesar de estar fora de seu país, ele mantém vantagem, nas intenções de voto, sobre os candidatos do governante Partido Colorado e não descartou uma aliança com outros setores políticos. 

Após ser expulso do Partido Colorado, Oviedo fundou a União Nacional dos Cidadãos Éticos (UNACE) – a mesma sigla de sua anterior União Nacional dos Colorados Éticos -, à frente da qual pretende concorrer à presidência do país.  

No entanto, o presidente da Corte Suprema de Justiça, Carlos Fernández Gadea, e o ministro do Superior Tribunal eleitoral, Alberto Ramírez, esclareceram anteriormente que o ex-militar não pode competir em cargos eletivos, dadas suas condições jurídicas atuais.  

Oviedo foi condenado a 10 anos de prisão por uma tentativa de golpe em 1996 – o que o exclui do pleito eleitoral nacional.         

Também está sendo processado como suposto autor intelectual do assassinato do vice-presidente Luis Argaña e de sete jovens manifestantes que protestavam contra esse crime, em março de 1999.         

Oviedo espera conseguir solucionar em breve seus problemas judiciais e afirmou que, se a Justiça paraguaia não o fizer, ele recorrerá à Comissão Interamericana de Direitos Humanos – à qual, no entanto, já recorreu antes sem resultado.