Ao destacar em seu discurso de posse no congresso a necessidade de acelerar o crescimento econômico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não vai-se limitar a baixar um pacote de medidas para atingir esse objetivo. Ele afirmou que o esforço do governo "não se esgota" nessas medidas, que serão anunciadas até o final de janeiro. "Ao contrário, elas serão apenas o começo", pois serão "desdobradas e complementadas" ao longo do segundo mandato, incluindo reformas "mais amplas" que o Congresso deverá votar

O presidente reiterou que o pacote de medidas de estímulo ao crescimento econômico será mesmo anunciado neste "primeiro mês de governo", englobadas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

"Vamos realinhar prioridades, otimizar recursos, aumentar fontes de financiamento, expandir projetos de infra-estrutura, aperfeiçoar o marco jurídico, e ampliar o diálogo sistemático com as instituições de controle e fiscalização para garantir a transparência dos projetos e agilizar sua execução", anunciou o presidente Lula. Ele voltou a afirmar que ainda há no Brasil entraves ao crescimento econômico e "fragilidades" nos seus instrumentos de gestão

O presidente disse que, agora, ao assumir um segundo mandato, acha tudo "muito parecido, mas tudo é profundamente diferente" de quatro anos atrás. Lula disse que ele próprio não é o mesmo. "É igual e diferente o Brasil; é igual e diferente o mundo; e eu sou também igual e diferente. Sou igual naquilo que mais prezo: no profundo compromisso com o povo e com meu país. Sou diferente na consciência madura do que posso e do que não posso, no pleno conhecimento dos limites. Sou igual no ímpeto e na coragem de fazer. Sou diferente na experiência acumulada na difícil arte de governar.

O Brasil de hoje, na visão de Lula, é igual ao de 2003 "na sua energia produtiva e criadora, mas é diferente – para melhor – na força da sua economia, na consistência de suas instituições e no seu equilíbrio social.