O mês de novembro registrou 689,980 mil adições líquidas de celulares, segundo os dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O País fechou os primeiros onze meses do ano com 97,331 milhões de telefones móveis em operação, o equivalente a uma penetração de 51,92%. Na prática, significa que é necessário acrescentar 2,67 milhões de terminais ativos à base nacional para que o Brasil alcance a marca de 100 milhões de celulares. Da base total, 78,489 milhões (80,64%) são pré-pagos e 18,841 milhões (19,36%), pós-pagos.

A Anatel acredita que o patamar histórico aguardado poderá ser atingido ainda em 2006, desde que o setor mantenha o ritmo de vendas no Natal, registrado nos últimos anos. "Dezembro é tradicionalmente o melhor mês do ano para a telefonia móvel – foram habilitados 3,36 milhões naquele mês de 2003; no de 2004, mais 4,41 milhões; outras 3,85 milhões de habilitações engordaram as estatísticas do 12º mês de 2005", diz a agência em levantamento sobre o mês de novembro.

Nos primeiros 11 meses de 2006 a telefonia móvel agregou mais 11 121 milhões de celulares aos 86,210 milhões registrados em dezembro de 2005 – crescimento de 12,9%. Comparado com o mesmo período do ano anterior, em que houve 16,746 milhões de novas habilitações, o aumento foi, no entanto, 33,58% menor. Em 12 meses, o número de novas habilitações alcançou 14.980.135, com avanço de 18,19%.

O Distrito Federal (DF) permanece na liderança da taxa de penetração do serviço celular, com índice de 108,81% – o que representa 1,08 telefone celular em serviço para cada habitante. Assim, a capital federal está à frente do Rio Grande do Sul, que detém a segunda posição entre as unidades da federação, com 67 8%.

O Rio de Janeiro é o terceiro, com 65,98%, seguido do Mato Grosso do Sul (62,53%), Goiás (60,49%), Santa Catarina (58,70%), São Paulo (57,45%), Minas Gerais (54,52%), Mato Grosso (54,47%) e Paraná (53,67%). A menor densidade entre as unidades da federação é a do Maranhão (20,49%).

Entre 1990 e novembro de 1997, período inicial da telefonia móvel no País, que precedeu a instalação da Anatel, o setor somou 4,55 milhões de habilitações. Passados nove anos da entrada da Agência no cenário regulatório das telecomunicações, a telefonia celular cresceu mais de 21 vezes ao agregar outros 92,78 milhões de acessos em serviço à planta nacional (uma média anual de 10,3 milhões de adesões) desde o encerramento de 1997 – crescimento superior a dois mil por cento.