O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num artigo publicado hoje pelo jornal "The Guardian" coincidindo com o primeiro dia de sua visita ao Reino Unido, exorta a comunidade internacional a buscar fontes alternativas e renováveis de energia e ressalta os avanços do Brasil nessa área "O século 21 será marcado por um debate crucial: como poderemos fazer com que o desenvolvimento social e econômico seja compatível com a preservação de nosso ambiente natural?", afirma Lula.

"O desafio é enfrentado tanto por países desenvolvidos como em desenvolvimento, mas o peso deve ser dividido de uma maneira mais equilibrada." Segundo o presidente, a distância entre os países ricos foi dobrada ao longo dos últimos 40 anos. "Enquanto o mundo rico tem se beneficiado da prosperidade gerada pelo progresso econômico, os países pobres sofrem as conseqüências da degradação ambiental resultante do crescimento descontrolado."

Lula observa que a escala dos ativos naturais do Brasil é extraordinária. Segundo ele, ao assumir o governo, a taxa de deflorestamento do País vinha crescendo 27% ao ano, mas desde o segundo semestre de 2004, ela "vem caindo dramaticamente".

"Ao longo dos próximos 10 anos, vamos colocar 13 milhões de hectares adicionais da região Amazônica sob um regime de gerenciamento que garantirá o ciclo de regeneração da floresta", disse. Além disso, acrescentou, é imperativo que todos os países coloquem em prática os compromissos do protocolo de Kyoto.

O presidente afirma que a comunidade internacional já reconhece o Brasil como um país que está respondendo ao problema ambiental utilizando cada vez mais fontes de energia limpas, renováveis e alternativas. Segundo ele, mais de 40% da energia brasileira é gerada por fontes "verdes", antes o 7% registrados nos países ricos. Além disso, observa que o etanol da cana de açúcar produzido pelo país está atraindo o interesse. Segundo Lula, o governo tem implementado iniciativas ambientais que também estão gerando benefícios sociais, como por exemplo na forma do projeto de biodiesel.

"O Brasil está se preparando ativamente para um novo paradigma de desenvolvimento ambiental que vai atender aos desafios sociais e ambientais das próximas décadas", disse. O etanol e o biodiesel são componentes chaves da nossa estratégia, e estamos determinados a ‘plantar o óleo do futuro".