São Paulo – Foi heróico, emocionante, histórico. O Palmeiras obteve a classificação para disputar a Copa Libertadores pela 13ª vez em sua história, ao ganhar de virada do Fluminense, por 3 a 2, neste domingo, no Palestra Itália. A equipe palmeirense terminou o Campeonato Brasileiro em 4º lugar e vai enfrentar o Deportivo Táchira, da Venezuela, na fase preliminar da competição internacional.

Mesmo sem contar com o técnico Emerson Leão no banco de reservas – foi punido pelo STJD e não conseguiu efeito suspensivo -, o Palmeiras pressionou o Fluminense desde o início do jogo. Mas usou o método errado, forçando as jogadas centralizadas em Washington, sempre muito bem marcado pelos zagueiros Gabriel Santos e Igor.

Os laterais André Cunha, muito mal tecnicamente, e Lúcio, ainda fora de ritmo, não eram boas opções. Além disso, Juninho e Marcinho receberam forte marcação individual de Romeu e Arouca, respectivamente, e pouco apareceram no primeiro tempo. Assim, a armação das jogadas ficou para Marcinho Guerreiro e Diego Souza, mas eles erraram muitos passes e não levavam a bola para o gol de Kleber.

Com tanta dificuldade, o Palmeiras só tinha duas chances de chegar ao gol. Primeiro, em chutes de longa distância: Correa tentou três vezes, mas falhou na finalização. E a segunda opção eram as bolas paradas: aí, Juninho acertou o travessão.

Enquanto isso, o Fluminense se fechou, com 9 jogadores na defesa. Sem a posse de bola, Tuta era o único a ficar no campo palmeirense. Mas Petkovic tinha liberdade para criar e se aproveitou disso aos 21 minutos, quando fez jogada individual e rolou para o chute de Beto. Marcos rebateu e Tuta, livre, abriu o placar.

A partir daí, o desespero tomou conta do Palmeiras e o Fluminense passou a ser perigoso no contra-ataque. Os goleiros Marcos e Kleber foram os destaques, com grandes defesas.

"Não podemos decepcionar esta torcida", disse o meia Cristian, que, no intervalo, subsituiu o lateral André Cunha. E o segundo tempo foi realmente emocionante.

O Palmeiras partiu para o tudo ou nada. O atacante Gioino, que entrou no segundo tempo no lugar do meia Diego Souza foi o principal alvo de todos os levantamentos para a área do Fluminense. E o argentino chegou a mandar a bola na trave.

A pressão palmeirense era enorme. Marcos salvou um escanteio e lançou Gioino. O atacante cruzou para Washington, que acertou um bonito chute para empatar, aos 16 minutos. Mas nem deu tempo de festejar. Aos 22, Arouca acertou uma bomba no ângulo do goleiro do Palmeiras e colocou o Fluminense novamente em vantagem.

Mas esse foi o único lance consciente do Fluminense, que cansado, foi totalmente dominado pelo Palmeiras no segundo tempo.

O jogo ficou dramático. O Fluminense só se defendia, enquanto o Palmeiras buscava a virada nas bolas paradas. E ela veio. Aos 27 minutos, Juninho bateu falta, a bola ainda desviou na zaga, mas entrou: 2 a 2.

O gol da vitória foi parecido. A defesa do Fluminense e o goleiro Kleber se preocuparam com os atacantes palmeirenses e esqueceram da bola na falta batida por Correa, que entrou direto no gol: 3 a 2, aos 34 minutos.

No fim, Juninho foi o destaque. Mesmo contundido, o meia terminou o jogo em campo para delírio da torcida. A vaga na Libertadores foi um prêmio ao limitado, mas esforçado grupo de Emerson Leão.

Palmeiras – Marcos; André Cunha (Cristian), Daniel, Gamarra e Lúcio; Marcinho Guerreiro, Correa, Juninho e Diego Souza (Gioino); Marcinho e Washington (Cláudio). Técnico: Emerson Leão.

Fluminense – Kleber; Gabriel, Gabriel Santos, Igor e Juan; Marcão, Arouca, Romeu (Juliano) e Petkovic; Beto (Tiuí) e Tuta (Adriano Magrão). Técnico: Abel Braga.

Gols: Tuta, aos 21 minutos do primeiro tempo. Washington, aos 16 Arouca, aos 22, Juninho, aos 27, e Correa, aos 34 minutos do segundo tempo.