O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse há pouco que o governo conseguiu promover uma redução dos juros dos empréstimos bancários, sem nenhum sacrifício do sistema bancário. Isso foi obtido, segundo ele, apenas pela adequação dos contratos e pela concessão de garantias de recebimento efetivo do valor emprestado. Em especial, ele destacou a criação dos empréstimos com desconto em folha, cujos juros são 50% menores que as taxas das operações de crédito pessoal. Esta modalidade de crédito bancário apresentou, de janeiro a agosto deste ano, crescimento de 50% , e o volume emprestado já está em cerca de R$ 10 bilhões. “Fizemos isto sem precisar fixar ou tabelar juros”, disse Palocci.

Ele lembrou que no mercado, atualmente, só os empréstimos para aquisição de veículos têm taxas mais baixas que as operações de crédito com desconto em folha (em consignação). Isto é possível, segundo o ministro, porque os empréstimos para compra de veículos já têm condições de garantir uma retomad a mais imediata do bem em caso de inadimplência.