O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, considerou “um sucesso” a reunião conjunta de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird). Entretanto, ele qualificou como “decepcionante” o fato de o encontro não ter avanaçado no que diz respeito à cota de participação dos países em desenvolvimento nas duas instituições.

“Há cinco anos discutimos esse assunto e não se avança”, disse o ministro à Agência Brasil, por meio de sua assessoria de imprensa. A reunião terminou hoje, em Washington (EUA), com a divulgação de um documento em que as duas instituições apresentam a melhora da economia mundial como momento oportuno para se fortalecer o processo de crescimento econômico e impulsionar o processo de erradicação da pobreza, especialmente nos países africanos.

O otimismo do fundo tem como base o documento “Panorama Econômico Mundial”, divulgado no dia 21, que projeta crescimento da economia global de 4,6% este ano, contra os 4% da última projeção, há seis meses. Para o Brasil, a previsão é de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 3,5%, neste ano e no próximo.

Embora não estivesse na pauta oficial, a proposta brasileira de mudança no cálculo da meta de superávit primário, dando mais folga para os investimentos em infra-estrutura, foi discutida durante as reuniões do comitê Comitê Monetário e Financeiro Internacional (CMFI) do FMI e do Comitê de Desenvolvimento (CD) do Banco Mundial

O ministro da Fazenda também levou à reunião a sugestão de criação de uma linha de crédito que possibilitasse a execução de ?acordos preventivos? entre o Fundo e países em crise financeira.

Palocci embarca ainda hoje para Nova York, depois de ter-se reunido com a diretora-gerente interina do FMI, Anne Krueger. Amanhã (26), o ministro participará de almoço no Conselho das Américas e na terça-feira (27) será homenageado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.