O ministro da Justiça, Mário Thomaz Bastos, disse há pouco que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é alvo de um ataque especulativo e que a Polícia Federal (PF) não se prestará ao papel de colaborar com essa investida, descartando, com isso, a hipótese de mandar abrir um inquérito contra ele. "A Polícia Federal, nesses três anos (de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva), nunca se prestou a esse tipo de exploração política, e não será agora que vai faze-lo", afirmou. Segundo Bastos, Palocci "está fazendo um grande trabalho pelo País, é merecedor de toda a confiança do presidente Lula, do governo e da sociedade e não será afastado do cargo".

O ministro da Justiça fez coro aos líderes governistas no Senado, que, ontem (16), afirmaram que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos perdeu o foco e se tornou palco de especulação e exploração política. Bastos fez essas declarações depois de instalar a Operação Brabo (sigla composta das iniciais de Brasil e Bolívia), que tem por objetivo marcar presença da autoridade brasileira na fronteira de, aproximadamente, 3 mil quilômetros que os dois países dividem, em cujo ponto central se localiza Costa Marques (RO).

A operação será integrada entre a PF, os Institutos Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Nacional do Seguro Social (INSS) e outros órgãos públicos, envolvendo ações de combate ao tráfico de drogas, contrabando, destruição ambiental e outros. Durante um passeio de barcos que a comitiva fez pelo Rio Guaporé até o Forte Príncipe da Beira, um dos barcos virou e três policiais foram jogados dentro da água. Todos, porém, salvaram-se e ninguém se feriu. Da cidade, o ministro desloca-se, neste momento, para Vilhena (RO).