O candidato a presidente nacional do PT Ricardo Berzoini (Campo Majoritário) afirmou, nesta sexta-feira, em São Paulo, que o segundo turno do Processo de Eleições Diretas (PED) será um embate entre duas correntes: a que defende e a que critica o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"É fundamental que o PT faça uma defesa intransigente do governo do presidente Lula e isso é o que diferencia a minha candidatura das demais", afirmou. Na avaliação de Berzoini, há muitas candidaturas que têm discurso quase de oposição.

Ainda nas críticas aos adversários, destacou: "O PT não pode deixar de defender os avanços conquistados pelo governo do presidente Lula, e a avaliação do nosso governo será o debate fundamental no segundo turno (do PED)."

Ele, que esteve hoje pela manhã na sede do partido, na capital federal, destacou que o segundo turno é um outro pleito e que ainda não é possível definir quem será o concorrente.

Os dois candidatos com chance maior de estar nesta disputa são Valter Pomar (Articulação de Esquerda) e Raul Pont (Democracia Socialista). Tanto Pont como Pomar reuniram-se hoje na cidade com as equipes para traçar as estratégias de embate com Berzoini.

Independente de quem dispute o segundo turno, o candidato do Campo Majoritário a presidente nacional do PT prevê um "embate duro e acirrado". Berzoini prevê que um dos maiores desafios será a busca de apoios necessários com a base partidária para consolidar uma maioria.

"Não se pode achar que tudo que vem do Campo Majoritário é ruim", afirmou. Apesar da defesa do governo Lula, Berzoini defende mudanças nos procedimentos internos da legenda.

Segundo o candidato do Campo Majoritário a presidente nacional, é preciso dar maior transparência e democracia interna à sigla, com o objetivo de fortalecer a candidatura à reeleição de Lula em 2006.

Entre as mudanças que defende, está a de separar, "completamente, as contas de campanha das contas do partido". Berzoini informou que esteve na sede da agremiação para resolver questões internas, uma vez que é secretário-geral do PT.

Depois da reunião interna, o candidato do Campo Majoritário a presidente seguiu direto para Brasília.

Antes de embarcar para a capital federal, Berzoini disse também que defenderá no diretório nacional que o partido espere as conclusões das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) em curso no Congresso e das resoluções do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados para definir o que será feito em relação aos ex-dirigentes petistas acusados de envolvimento no esquema de pagamento de "mensalão".