São Paulo – Entusiasta e defensor da candidatura presidencial do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Jutahy Magalhães Júnior (BA), afirmou que a argumentação usada pelo partido em São Paulo na defesa da candidatura presidencial do governador Geraldo Alckmin, na qual afirmam que o governo do Estado é bem-avaliado e que, por isso, receberá apoio em todo o País, não encontra abrigo fora dos limites do território paulista.

"Compreendo a ação em São Paulo de setores do partido, mas não é o que acontece fora do Estado. Não por culpa de São Paulo ou do governador Alckmin, mas o fato é que ele não teve uma ação nacional, nem uma candidatura presidencial ou administrar um ministério", disse Magalhães Júnior, de Salvador, por telefone.

"A idéia que se tem em São Paulo é de que as duas candidaturas (de Serra e Alckmin) são igualmente fortes e isso não é verdade. Serra é um candidatura consolidada, enquanto a de Alckmin é uma aposta no futuro", acrescentou.

Segundo ele, enquanto o prefeito de São Paulo conta com projeção nacional, "Alckmin não tem nem 10% das intenções de voto em nenhum Estado nordestino". "Respeito o Geraldo, mas a candidatura dele só pode crescer a partir de agosto, com o começo do horário de rádio e TV, um prazo muito distante para enfrentar um presidente da República que tem a desfaçatez de dizer que faz campanha todos os dias", argumentou.

Magalhães Júnior afirmou que, em nome da unidade partidária, defenderá a candidatura do governador de São Paulo, caso ele seja o escolhido pela legenda. "Sou o primeiro a defender o Geraldo, se ele for escolhido porque, após estabelecida a opção, opiniões pessoais não terão mais peso e o que une o partido é a vontade de ganhar", acrescentou.

Ainda irritado com o comentário feito ontem (22) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao processo de escolha do candidato da sigla, quando disse que os tucanos lembram o PT dos anos 80 pela confusão para a escolha, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados direcionou o debate para o campo da ética na política. "O PSDB lembra o PT dos anos 80 na condução correta do processo político e do ponto de vista ético. Infelizmente, parte grande do PT, sob o comando do presidente Lula, jogou no lixo essa história", criticou.

Sobre a data de definição do candidato tucano, Magalhães Júnior insistiu a manutenção do calendário de março, sem um dia definido. "É melhor ter um candidato em 20 de março com o partido unido, do que em 10 de março, ainda com arestas", observou, ao acrescentar, em seguida, que a "unidade do PSDB está garantida". "Conversei com várias pessoas e o nosso sentimento unânime é de vitória. A unidade está construída, seja qual for o candidato, e não há risco de haver divergências."