Apaixonados pela aviação, pilotos do Aeroclube de Campo Magro, na região metropolitana de Curitiba, não param de inovar na busca do objetivo de popularizar o avião. Agora, eles estão colocando no ar um modelo que promete deixar alegres os aviadores e os produtores de cana-de-açúcar. Com um motor Volkswagen adaptado às exigências aeronáuticas, o novo avião poderia até trazer “flexpower” gravado na fuselagem, pois recebe tanto a gasolina de aviação quanto o álcool hidratado. “A idéia é torná-lo mais acessível”, diz o aviador Werner Egon Schrappe, ex-presidente da Associação Comercial do Paraná.

Com o novo sistema, conseguiu-se uma diminuição em dois terços no preço da aeronave: de R$ 150 mil (com motor importado) para cerca de R$ 50 mil. Classificados como aviões experimentais ultraleves, os monomotores são fechados, com dois assentos lado a lado, e tem no lazer a atividade principal. Mas as aplicações são variadas, como na agricultura, monitoramento de oleodutos, fotografias aéreas ou transporte de pequenos valores. Schrappe, que há mais de 30 anos investe no hobby, gosta mesmo é de visitar os amigos.

Por enquanto, há apenas um avião bicombustível no aeroclube, com 19 horas de vôo, e outros 5 em montagem ou já voando pelo Brasil. “A experiência tem sido muito boa”, acentua Schrappe. Segundo ele, indústrias de açúcar e álcool se interessaram, pois podem utilizá-lo no trabalho e difundi-lo, visando a um novo filão de mercado. “No futuro, pode passar a ser totalmente a álcool”, prevê.