ecoterra.jpgO Paraná já desenvolve projetos para a redução da emissão de gases poluentes, como o dióxido de carbono, e está no início da implementação da troca por créditos de carbono, segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos hídricos do Paraná.

Ainda de acordo com a secretaria, os programas Desperdício Zero, Programa Estadual de Mata Ciliar, e o Programa Nacional de Meio Ambiente (PNMA II) são os principais programas que envolvem em suas ações os conceitos do protocolo de Kyoto."A secretaria do Meio Ambiente vem trabalhando intensamente para transformar estas ações em créditos de carbono e, assim, favorecer o Paraná e o Brasil", destacou Luiz Eduardo Cheida, secretário estadual do Meio Ambiente.

A secretaria contratou há aproximadamente um ano, um especialista em créditos de carbono para adequar os projetos e programas desenvolvidos no Estado aos parâmetros designados pelo protocolo. Desta maneira, Cheida espera implementar a troca de créditos o mais rápido possível, como estímulo às atividades, até então poluidoras, para que se transformem em atividades certificadas no controle da emissão de gases poluentes.

Sobre os programas

Desde de sua criação em dezembro de 2003, o programa Desperdício Zero já transformou 57 lixões em aterros sanitários. O objetivo do programa é acabar com os lixões a céu aberto no Estado contribuindo na geração de créditos de carbono através da transformação de lixões em aterros sanitário controlados e não poluentes.

O Programa Estadual de Mata Ciliar prevê o plantio de 90 milhões de mudas de árvores até o fim de 2006 nas margens de rios e bacias hidrográficas paranaenses. Mais de 20 milhões delas já foram plantadas desde o início do programa, em novembro de 2003.

O Programa Nacional de Meio Ambiente (PNMA II), desenvolvido em parceria com o governo federal, pretende sanear propriedades criadoras de porcos. Somente na região de Toledo e Francisco Beltrão, cerca de 180 criadores já foram beneficiados pelo programa.

Sobre o Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto é considerado um dos mais importantes tratados ambientais do século. Para os países desenvolvidos, foi estipulada a redução e limitação da emissão de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa. Já aos países em desenvolvimento, como o Brasil, ficou estabelecida a possibilidade de utilização de mecanismos de flexibilidade para que possam atingir os objetivos de redução dos gases. Hoje em dia, mais de 13 bilhões de toneladas de carbono são emitidas por ano pelos 14 países mais poluentes, como Estados Unidos, Rússia e Canadá. Os Estados Unidos não estão participando do protocolo de Kyoto. Estima-se que, até 2021, 300 milhões de toneladas de dióxido de carbono deixem de ser lançadas no meio ambiente.

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