O Governo do Paraná, através das secretarias do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Agricultura e Abastecimento, realiza no próximo domingo (12), no auditório do Museu Oscar Niemeyer, o Seminário Internacional "A Implementação do Princípio da Precaução do Protocolo de Cartagena de Biossegurança: O que podem fazer a ciência e os cientistas?".

O Seminário é direcionado a delegados brasileiros e estrangeiros e aos técnicos do Governo do Estado que estarão participando das discussões da 3.ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP3), conferência da Organização Nações Unidas (ONU), que acontece em Curitiba entre os dias 13 e 17 deste mês. A partir do dia 17 terá início a 8.ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP8).

Entre os palestrantes estão os especialistas Miguel Pedro Guerra, da UniversidadeFederal de Santa Catarina, Miguel Altieri, da Universidade da Califórnia, Terje Traavick, do Instituto Norueguês da Ecologia, Gene Jack Heinemann, da Universidade de Canterbury, Nova Zelândia e Hugh Lacey, da Universidade de Swarthmore, EUA.

"A escolha do Paraná como sede das conferências mundiais sobre biodiversidade e biossegurança é o reconhecimento da comunidade internacional pela posição do Estado na resistência aos produtos transgênicos e pela prioridade absoluta na defesa e conservação da biodiversidade", disse o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida.

O Seminário irá discutir o princípio da precaução, atual processo da avaliação de risco, e como uma ciência de precaução pode ser aplicada para avaliar riscos de organismos geneticamente modificado para o meio-ambiente e na área de saúde. Após o evento, o governo deverá oferecer no local uma recepção de boas-vindas para os participantes da MOP3.

Não aos Transgênicos

Mantendo a posição de maior produtor de grãos do país, com safras que chegam a 25,22 milhões de toneladas – das quais 9,8 milhões de toneladas são de soja, com uma área de plantio de quatro milhões de hectares, cultivada por cerca de 166 mil agricultores – o Paraná optou pelo incentivo à produção não transgênica.

Esta escolha tem garantido ao Estado volume crescente de exportações de soja para mercados de todo o mundo, com destaque para os países europeus, sudoeste asiático e China. A posição contrária à produção de transgênicos é defendida pelo Governo e pelos produtores como estratégia de manutenção de mercados, princípios de proteção ao meio ambiente e precaução em função dos riscos para a saúde humana.

A política do Paraná de resistência aos transgênicos é referência no Brasil e no mundo, sendo reconhecida por governos, entidades de defesa ao consumidor, Organizações Não Governamentais (ONGs) brasileiras e internacionais.