Com a realização de licitações por meio do pregão eletrônico e a fiscalização conjunta do Ministério Público Estadual, o Paraná está tentando evitar a atuação dos lobistas dos laboratórios na compra de medicamentos hemoderivados. O secretário de Saúde, Cláudio Xavier, explicou que também vem sendo feita uma ampla divulgação de todo o processo de compra desses medicamentos no país inteiro.

Na semana passada, conforme determinação do governador Roberto Requião, a Secretaria iniciou auditoria em todos os processos licitatórios para compra de medicamentos hemoderivados no Paraná feitas desde janeiro de 2003 e, também, nos cinco últimos anos do governo anterior. “Uma das nossas maiores preocupações desde o início das denúncias da Operação Vampiro é ver se essa quadrilha que agiu no Brasil inteiro também não atuou no Paraná”, afirmou Xavier.

De acordo com Xavier, em compras como a Imunoglobulina RH-liofilizada (em pó), que era o objeto da licitação suspensa no início de maio e que tem apenas três fornecedores, fica difícil garantir que não haja um ‘lobby’ entre os laboratórios participantes. “São os mesmos que fornecem para todas as Secretarias da Saúde”, lembrou.

Ele afirmou que esse problema pode acontecer com a imunoglobulina e com outros medicamentos especiais que têm poucos fornecedores. Para garantir que não haja a ação dos lobistas dos laboratórios no Paraná, a Secretaria solicitou o acompanhamento do Ministério Público em todos os procedimentos licitatórios. A próxima licitação para compra do medicamento será feita amanhã (3), às 14h, pelo pregão eletrônico.