Com o objetivo de dar formação aos profissionais que trabalham com corte de carne, foi aprovado, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, pela Secretaria de Agricultura do Paraná o projeto da  Associação Regional dos Suinocultores do Centro-Sul do Paraná-Suinosul. O contrato para construção do prédio, primeira etapa do trabalho, será assinado no próximo dia 9, no município de Mandirituba, na região metropolitana de Curitiba.

Segundo o seu idealizador, o ex-presidente da Suinosul, Eng. Agr.  Remi José Sterzelecke, a Escola da Carne proporcionará uma formação adequada para profissionais de diferentes setores deste mercado, que até o momento não dispõem de uma capacitação regular e completa. Sobre a importância e a necessidade da criação da Escola da Carne, Remi José lembra que no Paraná são mais de 4.500 açougues, no país são mais de cem mil, cujos profissionais aprendem na total informalidade. "A Escola servirá, também, para resgatar os pratos típicos da culinária das várias etnias de nosso estado, que irão melhorar sensivelmente nossa gastronomia, além de criar outros, melhorando a arte da mesa e garantindo à nossa população alimentos mais seguros e saudáveis", completou.

 O atual presidente da Suinosul – Associação Regional dos Suinocultores do Centro/Sul do Paraná -, Carlos Francisco Geesdorf, defende a idéia. "Para nós, suinocultores, a Escola da Carne virá acrescentar um benefício muito grande. A carne suína é a mais consumida no mundo, porém, no Brasil, ela está em terceiro lugar. Somos o 4º maior produtor e exportador mundial, mas consumimos pouco. Há apenas três ou quatro cortes conhecidos e procurados de carne suína pela nossa população, mas existem outros dez ou doze, que serão ensinados e divulgados nos cursos da Escola e, com isto, esperamos que o consumo da carne in natura aumente consideravelmente no mercado interno brasileiro", conclui.