A ação civil pública movida pelo procurador da República em Guarapuava, Pedro Paulo Reinaldin, pedindo uma liminar que suspenda a aplicação do sistema de cotas na Universidade Federal do Paraná (UFPR) será julgada em Curitiba. A decisão foi tomada e anunciada ontem pela juíza Flávia da Silva Xavier, do Juizado Especial Federal de Guarapuava. De acordo com a assessoria de imprensa da Justiça Federal, a juíza apreciou que “não há competência da sessão de Guarapuava de julgar a ação contra o sistema de cotas”. Hoje deve ser definido em que vara da Justiça Federal será julgada a ação. O procurador de Guarapuava argumentou que a implantação do sistema de cotas seria uma “solução compensatória” para um problema que acontece desde o ensino básico. A UFPR determinou 20% das vagas para alunos afrodescendentes (negros e pardos) e 20% para alunos egressos de escolas públicas.

Mas o problema não é o único no Paraná. Em Londrina, na quarta-feira, o procurador da República Mário Ferreira Leite também impetrou uma ação civil pública pedindo a suspensão dos efeitos da resolução do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) de implantar o sistema de cotas já no próximo exame de vestibular, em janeiro.