Carteira, óculos, documentos, celulares, guarda-chuvas. A lista de itens que são comuns em perder no cotidiano das nossas vidas é enorme. Porém, existem certos bens que nós custamos a acreditar que alguém possa ser tão distraído a ponto de perdê-los. São histórias curiosas, que chamam a nossa atenção.

O setor de achados e perdidos da Rodoferroviária de Curitiba é um local que rende boas histórias. De acordo com o responsável pelo setor, Alessandro Cesar de Souza Alves, no local há materiais no mínimo estranhos que foram deixados por algum descuidado ou mesmo de forma proposital. “Muita coisa já passou por este setor, como máquina de cortar azulejo, caixa para transportes de animais, televisão, soro para hemodiálise, dentadura e até mesmo muletas. Fico imaginando como uma pessoa conseguiu perder isto”, brinca. Alves revela que sempre que alguém perde algo, ele busca encontrar o seu legítimo dono a todo custo. “Uma coisa que eu tomei como desafio é entregar um álbum de fotos e cartas de um casal. Descobri um possível endereço e faço questão de entregar, pois julgo que vou devolver um pedaço da história deles”, afirma. Se o dono não voltar para buscar os seus objetos, o material é doado para o Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC) e os documentos são enviados aos Correios. Porém há certas coisas que estão há bem mais tempo. “Tem coisas aqui mais do que obsoletas, como máquina de escrever e discos de vinil. Só não jogo fora porque espero que um dia haja um museu destes materiais organizado pela Urbs”, avalia.

O taxista Eloir José Golemba, que já escreveu dois livros sobre histórias de táxi, conta algumas situações pela qual viveu. “Uma vez, fiz uma corrida para uma mulher com seu filho pequeno. Após retirar as compras do porta-malas, eu fui embora. Por sorte, eu reparei em duas pernas no banco de trás e voltei correndo entregar o filho para a passageira. Ela me agradeceu bastante. Outra história divertida foi quando uma passageira fez compras em um shopping. Após desembarcar, o rádio me chamou perguntando se havia uma tartaruga no porta-malas. Não deu outra, estava lá o bicho. Fiz questão de mostrar para os meus companheiros que estavam perto de onde parei”, diverte-se.

O superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Antonio Pallu, revela que em uma ocasião um empresário perdeu uma pasta cheia de dinheiro. “Foi um caso antigo, mas que chamou a atenção na época. Ele deixou a pasta em um carrinho para carregar bagagens. Nossa equipe encontrou e fez o contato com o proprietário, que ficou muito satisfeito com o que a gente fez”, garante.