Conforme determinação da 4.ª Vara da Fazenda de Curitiba, que confirmou a reintegração de posse à Urbs, os permissionários da rodoferroviária finalizaram ontem a desocupação de todos os espaços, sob o risco de pagar multa de R$ 50 mil por dia de descumprimento. Os últimos móveis e objetos foram retirados ontem pelos empresários, que ainda aguardam solução para o impasse com a administração municipal. A nova licitação para permissões de trabalho nos espaços será aberta no dia 4 de novembro.

Apesar da retirada sem confusão, o advogado dos permissionários, Elton Baiocco, ainda não considera o caso encerrado. Ele aguarda resposta de recursos pendentes na justiça, pedindo que sejam restabelecidas as permissões para ocupação dos espaços. “Um recurso é da associação e outros são individuais. Queremos restabelecer as permissões e caso isso não seja possível estudaremos uma forma de indenização, de reparação”, afirmou.

As barracas de alimentação que irão substituir as lanchonetes durante o período de reforma já estão funcionando e devem permanecer no local por 120 dias. As unidades estão instaladas na praça em frente ao terminal e o atendimento será 24 horas por dia, de acordo com a escala de horário entre os feirantes. Segundo a Urbs, o local tem boa iluminação e segurança.

Reforma

Com a desocupação das lojas, começa nova etapa das obras na rodoferroviária. Os usuários irão encontrar mudanças nos locais de embarque e desembarque, além do bloqueio de acesso ao bloco estadual, que está em reforma. Desde ontem todos os embarques, estaduais ou interestaduais, são no bloco da frente, onde também está o ponto de táxi. A compra de passagens para o interior é no pátio dos fundos, em guichês temporários, pintados de branco e cercados por grades amarelas, enquanto o acesso aos guichês que vendem passagens está protegido por tapumes. A previsão da Urbs é que esta seja a última mudança na operação da rodoferroviária até o fim das obras, estimada para maio.