Seguindo a tendência que desencadeou o efeito cascata nos aeroportos, o Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), teve cerca de 35% dos pousos e decolagens atrasados em mais de uma hora até o final da tarde de ontem. Das 118 operações previstas (57 pousos e 61 decolagens) entre as 0h e 17h de ontem, 42 (17 pousos e 25 decolagens) sofreram atrasos considerados significativos, ou seja, iguais ou superiores a uma hora, informou a Infraero. Quatro pousos e seis decolagens foram cancelados.

Por conta das operações conturbadas, ainda reflexo do final de semana, o saguão do Afonso Pena permaneceu ao longo de todo o dia de ontem bastante movimentado, com filas nos balcões de check-in e grande número de passageiros à espera dos vôos. Dentre as operações que mais demoraram estava o vôo Gol 1.850, que vinha do Rio de Janeiro. Era previsto para chegar a Curitiba às 11h55, mas pousou somente às 15h10. O mesmo vôo partiu para Foz do Iguaçu com três horas e meia de atraso. As chegadas do Rio eram algumas das mais influenciadas em virtude dos atrasos registrados também no aeroporto do Galeão.

Mau tempo

O nevoeiro durante a madrugada e manhã de ontem não ocasionou a paralisação das operações no Afonso Pena, mas fez com que o aeroporto operasse pelo sistema ILS categoria 2 durante parte da madrugada e categoria 1 das 7h às 10h.

Posteriormente, até as 12h30, o funcionamento foi por meio de instrumentos e somente a partir deste horário o aeroporto começou a operar visualmente. O mau tempo foi responsável pelas operações mais lentas, desencadeando atrasos que, somados aos registrados em outros aeroportos do País, resultaram em horas de espera aos passageiros.