Os agentes de saúde de Curitiba estão realizando uma ação de bloqueio de transmissão nas regiões onde há casos confirmados ou suspeitos de dengue, chikungunya ou zika. No Cajuru, onde há um caso confirmado de dengue, os agentes passaram, na sexta-feira (19), pelas casas do bairro. A ação precisa atingir todos os imóveis num raio de 300 metros da casa da pessoa doente ou com suspeita das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Dona Doraci Marques mora há 36 anos na mesma casa no bairro Cajuru. Consciente da gravidade das doenças geradas pelo Aedes, ela abriu as portas para a agente de saúde do Município conferir as condições do imóvel e os cuidados que os moradores têm para evitar a proliferação do mosquito.

“Saber que tem um caso da doença na vizinhança assusta”, afirma dona Doraci, que mora com a filha e um neto de 6 anos. Mas ela não dá chance para o mosquito faz tempo. “Já eliminei os pratinhos dos vasos de flores há quase 19 anos”, conta ela.

A coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue, Juliana Martins, explica que o objetivo principal da ação de bloqueio é evitar que a pessoa doente ou com suspeita da doença seja picada pelo mosquito, que poderá transmitir a doença para outras pessoas.

Nas visitas, os agentes seguem a rotina determinada pelo Ministério da Saúde: orientam os moradores e sanam suas dúvidas; observam as condições do imóvel, dentro e fora; eliminam os pontos com risco de facilitar o aparecimento de focos do mosquito; e coletam larvas que venham a ser encontradas. Se isso acontecer, é preciso abrir um novo raio de 300 metros para desenvolver a ação de bloqueio, que nesse caso é ampliada.

Juliana explica que nos depósitos em que não é possível retirar a água parada, por eles serem muito grandes ou pesados, nem cobrir, é feito o tratamento químico, com poder de ação de dois meses.

Risco

A ação de bloqueio no Cajuru exigiu a abertura de um novo raio de 300 metros. Isso porque na casa de um casal de idosos, vizinhos de rua da dona Doraci, a preocupação em armazenar água da chuva e guardar objetos que eles avaliam que serão úteis em algum momento acabam oferecendo risco para o casal e para os moradores da região. A agente de saúde encontrou muita água parada, acúmulo de lixo reciclável e coletou larvas que vão ser levadas para análise. Também foi necessário fazer o tratamento químico em ralos da residência. A moradora garantiu que vai eliminar todo o material que está acumulando água em seu terreno.