A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) está promovendo uma discussão técnica do Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI) para a Região Metropolitana de Curitiba. O primeiro tema discutido foi a questão dos mananciais, cujas projeções apontam para uma grande escassez no futuro.

De acordo com o diretor-presidente da Comec, Alcidino Bittencourt, até 2020 mais 1,5 milhão de pessoas vivem na Região Metropolitana de Curitiba. “O grande desafio é equacionar uma estratégia de desenvolvimento que permita responder questões como: Onde essas pessoas vão morar? Como terão abastecimento de água?”, disse Alcidino. Atualmente, 2,7 milhões de pessoas vivem na RMC.

Técnicos do governo concluíram que é mais econômico recuperar, agora, as bacias hidrográficas que servem de mananciais para abastecimento público do que daqui a poucas décadas buscar outras fontes para abastecer a população de Curitiba e Região Metropolitana.

“Isso significa que precisamos promover a inversão da diretriz de desenvolvimento urbano, cujo foco deve ser o social, vinculado ao ambiental, e não mais o econômico, como foi na gestão anterior”, diz a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa.

Para promover a revisão no planejamento urbano da Região Metropolitana de Curitiba, representantes dos órgãos públicos com responsabilidades ambientais estiveram reunidos ontem, em Curitiba. Participaram da reunião coordenada pela Comec a Sanepar, a Secretaria da Agricultura, IAP, Mineropar, Universidade Federal do Paraná, Suderhsa, Cohapar, e as prefeituras de Campo Magro, Araucária e Pinhais.

Revisão

As instituições estão revisando as definições de quais bacias hidrográficas são consideradas mananciais atuais e futuros para a Região Metropolitana de Curitiba, como recuperar os atuais mananciais e como conservar os futuros.

Maria Arlete explica que o homem deve ser o centro das ações de governo e a moradia tem um viés muito forte com os mananciais. “Realocar as famílias que ocupam as áreas de mananciais não resolve o problema da qualidade de água. Moradia não é um problema isolado e precisa ter soluções sob a ótica da sustentabilidade”, enfatiza Maria Arlete.