Um jantar bem leve, com saladas de cebola e alface, acompanhado de um copo de suco de maracujá. A princípio, nada depõe contra essa alimentação, pois muitos especialistas dizem que à noite a alimentação deve ser leve mesmo. Contudo, se depois do jantar a intenção é manter relação sexual, cuidado, pois o pretendente pode ter uma grande surpresa. A professora de Fitoterapia Cleuza Nascimento explicou que existem alimentos que são capazes de diminuir o apetite sexual. Os chamados anafrodisíacos agem indiscriminadamente diminuindo a libido de homens e mulheres.

Cleuza disse que o maracujá possui agentes tranqüilizantes, a alface agentes calmantes e a cebola ação sedativa. “Quando ingeridos todos de uma vez, eles produzem um relaxamento exagerado, que diminui o interesse pela relação sexual”, afirmou Cleuza. Ela deve apresentar sua teoria num congresso de tratamentos naturais em Joinville, no próximo mês. A professora explicou que a ação inibidora sexual desses alimentos acontece apenas por duas ou três horas. “Por isso, não é recomendável ingerir esses alimentos momentos antes de manter relação sexual. Eles em conjunto, ou quantidade exagerada de um deles, podem diminuir a capacidade de ereção do homem e reduzir a vontade sexual na mulher”, afirmou Cleuza, destacando que esses alimentos não devem ser retirados da alimentação, apenas controlados em momentos específicos.

Após o jantar a base de saladas e suco, uma sobremesa pode contribuir ainda mais para os problemas sexuais. Conforme a professora, o açúcar também age como tranquilizante. “Quando se come açúcar, se libera uma energia espontânea. Porém, momentos após, ele nos impõe um efeito tranquilizante”, salientou a professora, destacando que o chá de uma erva chamada valeriana também tem o efeito anafrodisíaco.

O outro lado

Cleuza afirmou que existem alimentos capazes de aumentar a produção de testosterona tanto no homem, quanto na mulher. “Estou estudando o chá de uma erva indiana conhecida como Tribulus terrestre. Num primeiro momento, os resultados vem sendo bem positivos”, contou Cleuza.