João Paulo Krug Paiva, aluno do 3.º ano do Ensino Médio do Colégio Bom Jesus de Curitiba vai representar o Paraná na 9.ª edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IX IOAA, sigla em inglês para International Olympiad on Astronomy and Astrophysics), que será realizada na Indonésia no dia 20 de julho. O Brasil terá cinco representantes na competição.

Foram usadas como critério de classificação dos estudantes as cinco melhores médias finais das provas práticas e teóricas realizadas pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), evento organizado pela Sociedade Astronômica Brasileira em parceria com a Agência Espacial Brasileira. João Paulo obteve a segunda melhor média nacional entre os estudantes de escolas públicas e particulares.

Agora, os representantes participarão de treinamentos, que ocorrerão em duas etapas: de 18 a 21 de maio, no Observatório Abrahão de Moraes, em Valinhos/SP, e de 19 a 22 de junho, no Observatório Pico dos Dias, em Brasópolis/MG. A IX IOAA acontecerá de 20 de julho a 7 de agosto.

João Paulo disse que participar da olimpíada é realizar um sonho. E que as dificuldades encontradas pela falta de conteúdo sobre astornomia no ensino médio foram supridas graças a ajuda de professores e outros estudiosos sobre o assunto. Por conta disso, ele sugere criar um programa que apoie jovens estudantes que tenham interesse em participar de olimpíadas científicas. Veja a íntegra do depoimento de João Paulo Krug Paiva:

“Bom, tive que decidir cedo que tentaria participar, pois não se trabalha a maior parte do conteúdo no ensino médio. Contei com muita ajuda: professores, amigos, até pessoas que vim a conhecer nessa busca por ajuda, que me forneceram materiais e noções de algumas áreas com as quais eu não tinha tido contato, principalmente na parte de astronomia observacional. Fui ao Colégio Estadual do Paraná, onde me foi apresentado o planetário pelo professor Paulo Roberto Lagos, por exemplo. A parte teórica tive realmente que estudar sozinho. Mas estudar sozinho não significa estudar sem ajuda. Inúmeras pessoas me ajudaram a alcançar essa classificação. Talvez seja hora de criar algum programa de ajuda aos jovens paranaenses que se interessem pelas olimpíadas científicas, o que é algo que já estou considerando com um dos meus professores. Acredito que é possível tornar o Paraná bastante expressivo no cenário nacional. Sonhei muito com essa oportunidade, de fazer a prova e representar o Brasil fora do país. As relações vão ser maravilhosas tenho certeza. E, talvez, consigamos trazer mais um motivo de orgulho para o Brasil, como tem acontecido nos últimos anos”.