Alunos do Colégio Estadual Padre João Wislinski, no bairro de Santa Cândida, zona norte de Curitiba, passaram o dia de ontem consertando carteiras. Os móveis, na maioria riscados com caneta esferográfica, lápis e canetinhas hidrográficas, foram lixados pelos estudantes.

“A pichação de carteiras sempre foi um problema sério na escola”, conta a diretora Silene Magaly Pirolo Valério. “Então decidimos convidar os alunos a lixá-las e, assim, tomar consciência de que não se deve riscá-las.” Segundo ela, posteriormente, as carteiras receberão um número e cada aluno ficará responsável pela conservação de uma carteira.

O estudante Marcelo Morais, de 15 anos, que confessou já ter riscado as carteiras de sua sala de aula, ontem trabalhava duro para lixar as carteiras. “Agora sei como é difícil tirar os riscos de caneta e nunca mais vou pichar as carteiras”, prometeu. “De agora em diante, um aluno passará a fiscalizar o outro e ninguém mais vai ter coragem de estragar o trabalho que hoje (ontem) estamos fazendo.”

A aluna Jugliete Filler, também de 15 anos, afirma nunca ter escrito ou desenhado nas carteiras e torce para que seus colegas não mais o façam. “Estragar as carteiras dá muito prejuízo à escola e um aspecto ruim às salas de aula”, diz. “Espero que, lixando os móveis, o pessoal se conscientize e nunca mais piche.”

Novo desafio

Em agosto, depois das férias, os alunos devem participar de uma palestra realizada pela Associação dos Condomínios Garantidos do Brasil e aprender a utilizar broxa, cal e água para despichar muros.