Cinquenta milhões de reais é o valor que a Associação dos Municípios do Paraná (AMP) pretende pedir ao governo do Estado para o custeio do transporte escolar dos alunos da rede estadual. A proposta será discutida amanhã, em assembleia geral da AMP, em Curitiba.

No ano passado, o valor liberado foi de R$ 45 milhões. No entanto, segundo o presidente da AMP e prefeito de Castro, Moacyr Elias Fadel Junior, o valor ainda é insuficiente para a prestação do serviço. “O repasse deveria ser de R$ 90 milhões. Mas vamos discutir a questão com os mais de 100 prefeitos que estão sendo aguardados para a reunião”, calcula.

O critério para o repasse dos recursos, segundo a AMP, será a relação entre a distância percorrida pelos veículos e o número de alunos transportados. Esse critério toma como base um sistema de georeferenciamento dos ônibus adotado em Castro, onde houve uma economia mensal de 20% dos recursos do transporte escolar. O sistema considera o roteiro e a quantidade de paradas. A partir dessas informações, foram feitos ajustes nas rotas, garantindo maior eficiência do serviço.

Na semana passada, O Estado noticiou o caso dos estudantes da aldeia indígena urbana Kakané Porã, em Curitiba, e do Colégio Estadual Nossa Senhora das Graças, em Itaperuçu, que ficaram mais de um mês sem transporte para chegar até os locais de estudo por falta do repasse de verba.