A chimpanzé Imperatriz, a girafa Pandinha e a tamanduá-bandeira Clotilde, três das grandes atrações do Zoológico Municipal de Curitiba, recebem atenção especial dos tratadores, biólogos e veterinários da Prefeitura. Esses animais estão na terceira idade, e assim como os seres-humanos, precisam de cuidados especiais e redobrados nessa fase da vida.

Os sinais do tempo também são parecidos entre humanos e bichos: pelos brancos, movimentos mais lentos e dentição fraca. E são eles que apontam o momento de aumentar as doses de observação. “Visitamos com mais frequência os recintos dos animais mais velhos para observar o comportamento deles, se estão comendo direito, se há sinais de alguma doença”, explica o veterinário Manoel Javorouski.

A dentição de Imperatriz, 43 anos, o animal mais velho do Zoo, está perfeita, mas os movimentos já começaram a ficar mais lentos. Está menos ativa que há cinco anos. A chimpanzé que faz a alegria da garotada e também dos adultos com suas peraltices nasceu em 1966 no Circo Garcia e foi doada ao município em 1979. O máximo de tempo que um chimpanzé chegou a viver em cativeiro, segundo registro científico, foi 53 anos.

Relatos indicam que a girafa chega a viver por até 26 anos, seis a mais que Pandinha, a girafa do Zoo de Curitiba. Ela ainda não apresenta sinais de velhice, mas mesmo assim já merece um olhar mais atento dos tratadores.

Se passar dos 25 anos, a tamanduá-bandeira Clotilde, hoje com cerca de 22 anos, pode bater o recorde de sobrevivência da espécie em cativeiro. O veterinário Manoel Javorouski encontrou registro de um animal da mesma espécie que viveu em cativeiro por 25 anos e 10 meses. Clotilde chegou ao Zoo em 1990, com aproximadamente três anos de idade.

Longevidade – A longevidade dos animais dos animais de cativeiro geralmente é maior que a dos animais que vivem na natureza. No cativeiro eles recebem tratamentos que não teriam fora. Uma simples fratura dentária, por exemplo, pode ser um acidente fatal quando o bicho está em seu habitat natural. O dente pode infeccionar e levar o animal à morte. Se isso acontecer no cativeiro, o animal é tratado imediatamente, sem danos maiores.

No cativeiro, os animais não precisam se expor a riscos para garantir a alimentação. A comida vem, chova ou faça sol, sempre na dosagem certa e com balanceamento nutricional adequado a cada espécie. “Sempre é melhor que o animal esteja no seu habitat natural, mas no cativeiro eles merecem toda nossa atenção para que tenha uma boa qualidade de vida”, diz o veterinário.