Férias à vista, hora de revisar o carro para pegar a estrada. Mas e se a falta de grana atrapalhar? A Tribuna dá umas dicas sobre a revisão, para que você possa viajar em segurança, gastando somente o necessário. Dependendo do caso, sai mais barato deixar o carro em casa e ir de ônibus, pois a omissão com a manutenção do veículo pode sair muito mais caro que uma passagem de ida e volta.

O primeiro passo, explica Alzira Jacobs, proprietária da oficina Dalz Automotiva, é buscar um mecânico honesto, para fazer uma análise real do que é preciso fazer ou não no carro. A partir disso, dono e mecânico devem conversar para ver o que é essencial e o que não. “Geralmente, as pessoas deixam de fora itens de conforto, como o filtro do ar condicionado, e mantém só aquilo que faz parte da segurança”, analisa a empresária.

Mas o que é essencial?

Alzira mostra que tudo no carro é importante. Mas entre os itens mais fundamentais estão os pneus. Calibrar é o básico. E com eles carecas ou “meia vida”, não se pode nem pensar em pegar estrada.

Mesmo que estejam bons, é preciso ver o alinhamento, balanceamento, etc. Também é preciso verificar suspensão, freios e a direção, sem contar a manutenção básica do motor, como óleos, filtros e correias. “É curioso que a concepção do carro mudou muito nos últimos tempos. Antigamente, o carro era mais um instrumento de passeio. Então chegavam estas épocas de feriadão, festas de fim de ano, férias, as oficinas ficavam lotadas, com fila na rua, todo mundo querendo revisar para viajar. Hoje em dia é diferente. O carro faz parte da logística familiar, é ferramenta de trabalho”, afirma.

Segundo ela, a mudança na forma como o automóvel é visto na família também provocou uma alteração no comportamento em relação a sua manutenção. “O pessoal está apostando mais na manutenção preventiva ao longo do ano. As oficinas já não ficam mais lotadas como antes. Se a pessoa segue o plano de manutenção, que está no manual, praticamente não precisa entrar numa oficina antes de viajar. Mas quem não faz, acaba vindo trocar o óleo, o filtro e checar os freios”, analisa Alzira, que tem a oficina há 45 anos.

Óleo ou cerveja?

A empresária mostra que é fundamental ter um mecânico honesto olhando o carro, que diga ao proprietário qual é a real situação do veículo. “A pessoa tem que estar bem ciente da condição mecânica. E às vezes sai muito mais barato deixar o carro em casa e ir de ônibus do que sair se matando na estrada, sem toda a manutenção que precisa. Se o carro para na estrada, o guincho vai sair muito mais caro do que uma revisão de freio ou correia, por exemplo”.

Ela aproveita para cutucar os motoristas que se preocupam mais com as festas que com as “obrigações” inerentes à propriedade do carro. “Pra descer a serra, todo mundo desce. Na hora de subir, quando fica aquele engarrafamento, você vê um monte de gente parada, com o capô aberto, fervendo, falhando. A grande maioria é por falta de manutenção. O que gastou de cerveja na praia tinha trocado o óleo e não tinha ficado no caminho”, finaliza Alzira.

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