Na próxima quinta-feira, o Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR) estará completando 95 anos de existência. O aniversário deve ser comemorado junto com a perspectiva de uma conquista considerada muito maior: a transformação do centro em universidade.

Nos próximos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar o envio do projeto de transformação para aprovação no Congresso Nacional.

Segundo o diretor-geral do Cefet-PR, Eden Januário Netto, o centro nasceu em 1909, como escola de aprendizes e artífices. Na seqüência, passou a liceu industrial (1937), escola técnica de Curitiba (1942), Escola Técnica Federal do Paraná (1959) e, finalmente, Centro Federal (1978). “A transformação em universidade vai representar o estado de desenvolvimento interno da instituição e também de formação de profissionais de acordo com as exigências do mercado”, afirma. “O Cefet-PR será o primeiro Cefet do Brasil a ser transformado em universidade, introduzindo um novo tipo de universidade dentro do País.”

Eden conta que, mesmo como centro, o Cefet já tem características de universidade. A transformação – que começou a ser cogitada há cerca de seis anos – vai mudar a titulação da entidade, mas não seu foco profissional. “Continuaremos sendo uma escola que forma tecnólogos, engenheiros e doutores. Iremos atuar como uma universidade diferenciada, isto é, uma universidade tecnológica. Nos manteremos integrados com o mercado, em parcerias com empresas e desenvolvendo pesquisa aplicada.”

A maior mudança, na opinião do diretor-geral, acontece na capacidade de planejamento para o futuro. “Como centro, o Cefet-PR está em seu limite. Como universidade, vai ganhar mais autonomia.” Poderá, por exemplo, registrar diplomas de professores que fizeram cursos de mestrado e doutorado no exterior, ampliando o número de parcerias com instituições internacionais. “Outra vantagem é que, na busca de recursos financeiros, existem editais para atendimento de demandas de instituições universitárias. Como centro, o Cefet-PR não pode ter acesso a esses recursos”, diz.