O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) detectou mais uma irregularidade envolvendo a Totobola no Paraná. A máquina “bingueira” utilizada para o sorteio semanal da loteria não traz informações sobre o fabricante. O fato foi constatado pelos peritos do Instituto de Criminalística, que analisaram a máquina lacrada pela polícia na última segunda-feira. “O consumidor não tem como saber quem é o responsável pela bingueira ou quando ela foi feita. É uma informação tão importante quanto a divulgação do farmacêutico responsável na bula de um remédio”, compara o delegado do Nurce, Sérgio Sirino.

Outra irregularidade descoberta durante as investigações foi a falta de informações sobre os sorteios. O endereço do estúdio de TV onde são gravados os sorteios não é divulgado nas cartelas nem no site da empresa de loteria. “Isso impede o comprador da cartela de realmente acompanhar os sorteios que deveriam ser públicos”, comentou o delegado Sérgio Sirino.

Além do trabalho dos peritos, os policiais do Nurce estão colhendo depoimentos sobre o caso. Na manhã de ontem foi ouvido um representante do Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar) para ajudar nas investigações. O depoimento mais esperado, o de Mário Charles, dono da Totobola, já está marcado para a manhã de segunda-feira na sede do Nurce em Curitiba.