Enquanto muitas pessoas se incomodam com a presença do pinheiro-do-Paraná (Araucaria angustifolia) – espécie considerada em extinção e que não pode ser cortada – dentro de suas propriedades, o aposentado Maximiliano Kloss, de 79 anos, faz questão que as árvores cresçam saudáveis e cada vez em maior quantidade dentro de sua chácara. Kloss vive no limite entre os municípios de Campo Largo e Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba. A propriedade tem oito alqueires de extensão e cerca de 15 mil pinheiros de diferentes idades e tamanhos.

“Comprei a propriedade há 25 anos e todo ano planto novas mudas”, conta. “Entre os pinheiros, planto árvores frutíferas, como goiaba e pitanga, para atrair pássaros e outros animais silvestres. Fico feliz em perceber que algumas araucárias presentes em minha chácara já começam a nascer graças ao trabalho dos pássaros.”

Quando adquiriu a propriedade, Maximiliano ganhou doze mudas de pinheiro. Foi então que decidiu encher sua propriedade de árvores. “Pego as mudas gratuitamente na central de florestas do Paraná e na Emater de Campo Magro”, conta. “O plantio de cada árvore me custa entre R$ 0,30 e R$ 0,50, um valor pequeno em comparação à importância do pinheiro-do-Paraná para o ambiente.”

O objetivo do aposentado é transmitir a consciência da importância da preservação da Araucária para seus quatro netos, que estão com 18, 19, 20 e 21 anos de idade.

Também, no futuro, quando a maioria das árvores plantadas no presente estiverem adultas, Maximiliano pretende que a família comercialize os pinhões produzidos.