A greve dos professores da rede estadual de ensino ainda deve seguir pelo menos até o próximo sábado (18). É nesta data que a categoria decide, durante assembleia, se continua ou encerra a paralisação, iniciada na quarta-feira (15). Prevista para ocorrer em Curitiba, por volta das 8h30, a reunião ainda não tem local definido. A expectativa da APP-Sindicato é que professores de todas as regiões do Paraná participem da votação.

“Nós ainda estamos reforçando nossa cobrança junto ao governo, pedindo uma mesa de negociação. Os impasses permanecem, mas vamos ouvir a avaliação das regionais e decidir pela continuidade ou encerramento da greve”, disse o professor Hermes Leão, presidente da APP Sindicato. Um dia antes da assembleia, o sindicato organiza uma nova reunião com o comando de greve. A intenção é avaliar os primeiros dias de paralisação da categoria.

Neste segundo dia de greve, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) calcula que 210 escolas estão completamente paradas. O número representa 10% do total de unidades do estado. Além disso, outras 735 (35%) estão com atividades parciais. A pasta não consegue estimar o número de alunos afetados nem o de professores que aderiram ao movimento, devido à variação da quantidade de professores nas unidades onde a greve é parcial.

A APP Sindicato também diz não ter uma estimativa de adesão de professores nesta quinta-feira (16), mas afirmou que a mobilização segue forte. Na quarta, a entidade calculou que 90% da categoria participou da paralisação do dia.

Rede municipal de Curitiba

Professores da rede municipal de Curitiba também seguem em greve por tempo indeterminado. A mobilização mantem fechada, nesta quinta-feira, 148 das 391 escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da capital, segundo informações da prefeitura. O município ainda não tinha, até o meio-dia, um quantitativo de cada modalidade escolar fechada devido à mobilização grevista. O sindicato dos servidores municipais (Sismuc), que representa os educadores que atuam nos CMEIs, diz, contudo, que a paralisação destes trabalhadores não foi estendida para esta quinta-feira.

Por volta das 11 horas, os docentes iniciaram um ato em frente à sede da administração municipal. Diferentemente dos professores da rede estadual – que deflagram a greve como um protesto contra a reforma da Previdência -, os que atuam no município buscam a implantação do novo plano de carreira da categoria e novas contratações para o setor.

Para discutir o assunto, a prefeitura aceitou receber os professores em reunião. O encontro começou por volta das 12h25 e reúne, além de representantes do sindicato, o secretário municipal de Administração e Recursos Humanos Carlos Calderon.