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Em 2007, o Estado registrou quase duas vezes o número de ataques do aracnídeo, se comparado ao ano de 2006.

O Paraná registrou quase duas vezes o número de ataques de escorpiões em 2007, se comparado ao ano de 2006: foram 416 pessoas picadas, contra 214 em 2006. O aumento, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), está associado à proliferação dos bichos e sua adaptação ao ambiente urbano. Além disso, a conscientização da população por meio da orientação das equipes de saúde também tem propiciado aumento nos registros – em casos menos graves, é comum as vítimas não avisarem sobre os ataques nas unidades de saúde e, assim, contribuírem para a não-identificação do problema.

As regiões que mais apresentaram aumento foram as de Ponta Grossa, onde foram registrados 98 casos em 2007 contra 53 em 2006; de Paranavaí, com ocorrência de 79 casos este ano contra 42 no anterior; e Maringá, com registros de 36 e 28 ataques em 2007 e 2006, respectivamente. ?O número de ataques de escorpiões este ano no Brasil superou o de serpentes, historicamente maior, e uma das hipóteses é a urbanização do animal?, explica a chefe da divisão de zoonoses da Sesa, Gisele Rubio.

Segundo ela, outra região do Estado que tem verificado aumento nas infestações é a de Jacarezinho, no Norte Pioneiro. Na cidade de Barra do Jacaré, num período de duas semanas, foram recolhidos em apenas um terreno da cidade 126 escorpiões amarelos, os mais perigosos. O bicho não é nativo do Paraná, mas de Minas Gerais; mesmo assim, se espalhou para outros estados pegando ?carona? nas cargas de caminhões. ?A picada dele pode levar à morte?, alerta.

Em outras regiões do Estado, como Ponta Grossa, a proliferação maior é de escorpiões marrons e pretos, não tão perigosos, mas também dignos de atenção, principalmente quando suas vítimas são crianças e idosos. ?Apesar de a notificação ser obrigatória, nem sempre acontece. Nos municípios onde verificamos o problema, mapeamos os fatores de risco e vamos às casas para combatê-los.? Daí a importância de registrar na unidade de saúde mais próxima o ataque e, de preferência, matar o bicho e levá-lo junto para que seja identificado.

A chefe da divisão recomenda cautela em relação aos escorpiões constantemente, já que eles não têm época definida no ano para aparecer. A Sesa possui ainda um telefone de emergência para orientação à população com relação a animais peçonhentos: 0800 41 0148.