A superpopulação de pombos volta a preocupar as autoridades de Londrina. Com estimativa de mais de 170 animais na cidade, a Prefeitura já estudou diversas alternativas para conter o crescimento da população, considerando até a hipótese de abate. Agora, uma nova preocupação tira o sono das autoridades ambientais do município: a gripe aviária.

Na rota das aves migratórias, Londrina está incomodada com o risco de seus pombos serem contaminados por tais pássaros e desencadearem problemas de saúde pública no município ?Estamos apreensivos. Não sabemos se a hipótese é real. Encomendamos estudos, mas ainda não temos certeza dos riscos?, diz o secretário municipal de Meio Ambiente, Gerson da Silva.

A secretaria vem conduzindo um programa de controle populacional dessas aves, incentivando a população a não alimentar ou abrigar os pombos e tentando levá-los para zonas mais afastadas do centro da cidade. ?Ainda estamos estudando a castração dos machos e a utilização de ninhos artificiais para conter o crescimento do número de pombos?, informa o secretário, confessando que o abate de parte dessa população também é uma das medidas consideradas no plano. ?Mas há uma resistência da população e do próprio prefeito (Nedson Micheleti) em sacrificar os animais. Essa é a última alternativa?.

Essas medidas são para evitar doenças como a toxoplasmose e a salmonelose, que podem ser transmitidas pelos animais. Estes também podem disseminar fungos causadores da meningite. No entanto, se a hipótese de gripe aviária for confirmada, o município não tem um plano de ação definido, e conta com a ajuda do governo federal. ?A responsabilidade de combater a gripe aviária é do Ministério da Agricultura. O Brasil tem feito barreiras de proteção bastante eficientes. Se constatarmos o risco de contaminação, recorreremos à União?, conclui o secretário.