Foto: Gediel Mendes/Folha do Litoral

Entre Guaratuba e Caiobá, a embarcação levava um ônibus de linha, seis caminhões e três carros de passeio.

Uma balsa que fazia a travessia entre Guaratuba e Caiobá encalhou na noite de anteontem nas proximidades do Iate Clube de Caiobá, no litoral do Estado.

De acordo com a empresa que opera o ferryboat, a F. Andreys, o incidente aconteceu porque uma forte rajada de vento removeu a embarcação para fora da rota. A retirada da balsa do local só foi feita na manhã de ontem. Ninguém ficou ferido, mas, segundo informações dos passageiros, uma pessoa da tripulação teria soltado a balsa do rebocador, deixando-a a deriva antes do encalhe.

O incidente aconteceu por volta das 22h, momento que a embarcação já se aproximava da costa. De acordo com o sargento Luís Carlos Bras, do Corpo de Bombeiros (CB) em Guaratuba, que atendeu à ocorrência, um vento forte fez com que o rebocador não tivesse força para carregar a balsa. ?A embarcação foi arrastada para uma parte mais rasa, distante entre 50 e 100 metros da praia, num manguezal?, explicou.

Duas embarcações do Corpo de Bombeiros deslocaram-se até o local para retirar os passageiros, cerca de 20, segundo o sargento. O resgate teria acontecido durante a madrugada. A F. Andreys informou que prestou toda assistência necessária aos passageiros. Os veículos que eram transportados pelo ferry (um ônibus de linha, seis caminhões e três carros, segundo a empresa) foram retirados somente por volta do meio-dia de ontem, pois foi necessário esperar a maré subir para que a embarcação se soltasse e pudesse ser rebocada até a costa.

Investigações

A Capitania dos Portos do Paraná vai investigar o acidente, considerado grave pelo comandante Adelino de Freitas. ?Ainda é cedo para apontar as causas do acidente e os responsáveis, mas procederemos às investigações o mais rápido possível?, disse. O comandante confirmou ter ouvido relatos de alguns passageiros sobre a retirada do pino que anexa a balsa ao rebocador durante o vendaval, instantes antes do encalhe. ?A capitania chegou a receber as informações de algumas pessoas, mas terá de apurá-las, já que não foi formalmente, durante depoimento?, explica.

Ontem, o comandante passou o dia tentando colher testemunhas para prestar depoimento sobre o caso. No entanto, ninguém havia sido ouvido ainda oficialmente até o final da tarde. As investigações têm prazo máximo de 90 dias para serem concluídas, prorrogáveis por mais 90.