A confirmação, na última quinta-feira, da greve por tempo indeterminado dos trabalhadores em vigilância do Paraná, a partir da meia-noite da próxima segunda-feira, fez com que o Sindicato dos Bancários encaminhasse ontem um ofício à Polícia Federal (PF), solicitando a fiscalização das instituições financeiras no período em que durar a paralisação.

A entidade quer o cumprimento da Lei número 7.102 que determina que os bancos fiquem proibidos de operar se não houver um contigente mínimo de trabalhadores de segurança.

Os bancos, principais contratantes dos serviços de vigilância, seriam os mais prejudicados pela paralisação. Somente em Curitiba e região metropolitanta, existem 340 agências. Em todo o Estado, esse número é de 1,3 mil. O sindicato informou também que apoia a greve dos vigilantes do Paraná por “condições mais dignas de trabalho”.

O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp-PR), Jeferson Furlan Nazário, lamentou ontem que haja paralisação dos serviços.

De acordo com Nazário, o Sindesp ofereceu aos trabalhadores o reajuste de 7% no salário, 7% no adicional de risco e 10% no valor do vale alimentação. Contudo, os vigilantes não aceitaram a proposta.

“Negociamos durante boa parte do mês de janeiro. No dia 23, houve uma reunião entre as duas partes envolvidas na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), mas novamente não chegamos a um denominador comum”, lamenta.

O presidente acredita que a greve não deve prejudicar quem utiliza os serviços das empresas de vigilância. “Pedimos ao DRT que pelo menos 60% dos funcionários trabalhem. Teremos um efetivo de emergência para que ninguém seja prejudicado”, garante.