O Banco de Leite Humano do Hospital Evangélico, em Curitiba, sofreu com a queda no número de doações no período de férias. A expectativa é que agora, depois do Carnaval, a situação se normalize. Mesmo assim, a quantidade média de doações não cobre a demanda da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital. Os motivos para isso são a falta de informação e também o grande desperdício de leite materno.

A nutricionista Gabriela Bergamini Vanucchi, coordenadora do banco de leite humano, explica que a coleta mensal varia entre 90 e 120 litros. Mas quase metade disso é jogada fora por causa da acidez excessiva. Isto acontece quando o leite doado não tem a conservação adequada.

“Um dos fatores que influenciam nisso é a temperatura. Do início da coleta até ir para o freezer, não dá para passar dos 20 minutos. E às vezes isso é complicado para a mãe. O mais importante é a conservação do leite doado”, afirma. Os primeiros jatos também devem ser desprezados.

Gabriela esclarece que a doação não seca o leite na mama. Pelo contrário. Quanto maior for o estímulo, maior será a produção de leite. “Toda mãe poderia doar. Mas falta interesse e até conhecimento”, comenta. A mulher interessada em doar solicita vidros esterilizados para o banco de leite.

Após a coleta em casa, a mãe aciona novamente o banco, que envia um motoboy para buscar os frascos. O leite passa por uma série de testes e pela pasteurização antes de ser consumido pelos bebês. A quantidade recebida cobre 70% da demanda do hospital. No restante dos casos, os bebês recebem uma fórmula artificial.

No site do Hospital Evangélico (www.evangelico.org.br), no link Banco de Leite, há um vídeo explicando como funciona e quais são os cuidados com a doação.