Celeste, Marina e George: Abaixo-assinado.

Moradores da Rua Coronel Dulcídio, no bairro do Batel, em Curitiba, estão incomodados com o barulho provocado pelo bar Alma Tadema, localizado na mesma rua, nas proximidades da Avenida Vicente Machado. Eles estão organizando um abaixo-assinado, a ser entregue a autoridades competentes, pedindo que sejam tomadas providências para que o estabelecimento instale um isolamento acústico.

Segundo a artista plástica Marina Solda, que mora na região há dez anos, quase todos os dias, durante a madrugada, o barulho vindo do local é intenso, impedindo os moradores de dormir. “Eu e meus vizinhos escutamos pessoas gritando dentro do bar e uma música muito alta, que não nos deixa dormir”, afirma. “É insuportável, pois isso acontece todas as noites. Com o abaixo-assinado, não estamos pedindo o fechamento do bar, mas a colocação de isolamento acústico, o que resolveria nosso problema.”

O jornalista George Vidal Schpatoff, que mora há dez anos no Batel, concorda com Marina. Ele também reclama da atividade das pessoas que trabalham como cuidadores de carros e manobristas em frente ao estabelecimento. “A noite toda, eles ficam correndo de um lado para o outro e gritando o número das placas dos veículos. Para resolver o problema, eu e outros moradores estamos querendo que os proprietários do bar disponibilizem um walk-talk para os guardadores se comunicarem”, declara.

Já a psicopedagoga Celeste Rocha da Fonseca, que mora há um mês em um apartamento na Coronel Dulcídio, se queixa dos carros, pertencentes aos clientes do bar, que estacionam nas calçadas em frente ao seu prédio. “Eles estacionam inclusive em frente às garagens. É um tormento, pois dificultam nossa entrada e saída de casa e tumultuam o trânsito na região”, diz.

Bar

O dono do bar, Sandro Augusto Maceno Ciccarino, afirma que seu estabelecimento funciona totalmente de acordo com as normas estabelecidas pela prefeitura municipal de Curitiba. Segundo ele, o estabelecimento possui controlador de nível sonoro, que regula periodicamente o volume do som no ambiente interno. Quanto aos flanelinhas, Sandro diz que eles não se comunicam aos gritos, mas através de rádios.

No que diz respeito aos veículos que estariam estacionando nas calçadas e em frente as garagens dos prédios residenciais, o proprietário também nega que o problema esteja acontecendo. “Sempre fico em frente ao estabelecimento e nunca vi carros estacionados sobre as calçadas. Muitos clientes param em frente ao bar, mas apenas por alguns minutos, para embarque e desembarque de passageiros”, diz.

Prefeitura

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o bar possui alvará de funcionamento. A administração municipal comunica que, assim que receber o abaixo-assinado dos moradores da Coronel Dulcídio vai, seguindo um cronograma de fiscalização, fazer uma vistoria no local e averiguar se as condições de funcionamento estão sendo regularmente seguidas. Só então, caso haja irregularidades, poderá avaliar as medidas a serem tomadas.